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Contexto da Administração Tecnológica

Outsourcing – Que prática é essa?

Olá caros leitores

Acredito ter encontrado um assunto diferenciado, e ao mesmo tempo bastante abrangente para iniciar uma discussão a respeito.  Afinal, é a área de atuação da minha atual empresa (de uma delas) e futuramente tem tudo a dispor para uma estrutura ainda mais inteligente para angariar valores para clientes, fornecedores e a própria prestadora de serviço.

Antes de falar de modelos e métodos
Precisamos inicialmente definir o que é outsourcing e em que áreas ele pode ser aplicável.  Primeiramente vamos desmistificar que outsourcing é apenas terceirização, infelizmente essa expressão perdeu bastante o seu foco, pois várias empresas provedoras de sourcing (aquelas que atendem empresas que praticam outsourcing), acabaram por não atender as expectativas dos clientes e por sua vez, perderam essas contas.

Portanto, uma empresa que pratica outsourcing busca exonerar do cliente as atividades que não fazem parte do “core business” diretamente, ou seja, todas as atividades que podem ser delegadas para empresas ou prestadores de serviços especializados que levam consigo a responsabilidade da manutenção desse serviço.  Um caso muito comum disso, são os próprios escritórios de contabilidade, que na verdade praticam a terceirização (sem nenhum diferencial competitivo).

Tal afirmação gera a seguinte pergunta: “Mas por que as empresas de grande porte tem então esses tipos de setores?”  A resposta é simples, por causa do fluxo e a velocidade na transação quando a mesma ocorre em loco.  “Então… Outsourcing não é bom negócio?” A resposta seria a seguinte: “Depende”, pois será que existe alguma empresa de contabilidade que atue com o mesmo nível de velocidade, ou que, assuma o risco da empresa para acelerar seus processos com ela, dando todo o suporte e assessoria, no acompanhamento da legislação e das peculiaridades da empresa?

Com isso, há como afirmar que, há uma necessidade existente no mercado, o desafio, não é apenas ser inovador na forma da exposição do serviço, mas também, na oferta completa que será entregue ao cliente para facilitar a vida dele (incluindo toda uma gama de produtos e serviços integrados).

Como é formado a Onda?
De todas as áreas possíveis para o outsourcing, TI é a mais viável (focada obviamente nas empresas que não tem isso como fim), e ao mesmo tempo é a mais interessante para isso.  Incialmente os motivos para isso, é que a área de TI são as mais atualizáveis, variáveis e complexas no seu acompanhamento e até mesmo planejamento, que quando não é feito por pessoas que sejam ligadas diretamente a isso e/ou que não possuam o devido incentivo para o seu desenvolvimento, o resultado acaba sendo desmotivador e em algumas vezes desastroso.

O Outsourcing verdadeiro (na área de TI) é aquele que é capaz de atender as necessidades de tecnologia do cliente, voltadas para que o mesmo tenha acesso a manipular os dados e receber informações para uma tomada de decisão efetiva.  O cliente, não compreende toda a “parafernalha” de equipamentos, sistemas, estrutura que será necessário, e de uma certa forma, ele nem tem a obrigação de saber.  O que ele precisa é de uma solução participativa.

Porém o que se vê nesse setor são apenas grandes empresas sendo capazes de utilizar esse recurso.  A questão mais interessante é que algumas dessas empresas só notaram que poderiam utilizar esse recurso, quando já estavam grandes demais e ai notaram que sustentar uma estrutura de tecnologia (que não é o foco de várias empresas) tornava-se não somente oneroso, como também inviável muitas vezes.

Mas nem tudo são Mares de Rosas
Afinal, os desafios são muito maiores do que apenas a boa intenção de uma solução que seja capaz de atender o cliente em tudo que ele precisa.  Muitas empresas, naufragaram e naufragam nessa tentativa, por confundir TI únicamente com tecnologia e esquecer que existe uma série de fatores agregado a isso (pessoas, marketing, finanças, etc.)

Acredito que isso já é um bom começo para iniciar um pouco de discussão a respeito.
Espero que gostem e aguardo comentários.
Cya

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18, setembro 2007 Posted by | Administração, Equipes de TI | 1 Comentário

Site é um Produto ou um Serviço?

Recebi a algumas semanas atrás um comentário do Antônio Marques (no meu post sobre o preço de um site), e tive uma surpresa bastante interessante, sobre a discussão de um site ser um produto ou um serviço.

Fique ponderando um pouco a respeito e ai, achei interessante ascender essa discussão.  Entretanto, me lembrei de um fato interessante que eu estava conversando com os meus alunos de curso técnico, quanto com os meus alunos da pré-incubação, o que importa realmente, não é a definição de produto / serviço, e sim a questão de uma OFERTA bem feita.  Vamos exemplificar:
Você vai até um restaurante (parte 1), com local para estacionamento privativo para clientes, entra e observa o local, limpo, confortável e no estilo que você gostaria.  Escolhe então uma mesa, senta e é altamente bem recebido pelo garçom que faz questão de atendê-lo como um rei (que o cliente merece ser tratado), na medida certa.  Você então faz o seu pedido (uma pizza) que chega dentro do tempo estimado (20min) e quando você experimenta (parte 2), seu refrigerante (ou suco, ou cerveja) está quente e sua pizza além de fria, está dura e seca com pouco recheio.

O que geralmente acontece nesse caso, por mais que você tenha sido bem atendido, é que o conjunto completo do que você estava esperando, não alcançou suas expectativas, e parar piorar, frustou-as.  Certamente esse será um restaurante que você não irá mais voltar, por mais que você até mesmo reclame para o garçom educado que te atendeu ou para o gerente que prontamente diz para você não pagar a conta, a OFERTA não atendeu o que era necessário.

Acredito que o exemplo deixa claro isso.  Além do mais, podemos verificar o seguinte, a primeira parte do exemplo está toda voltada para os serviços que antecedem a pré-venda de um determinado produto (nesse caso, a pizza e a bebida).  Após o processo de compra (pré-venda e pedido), mesmo frustrado com o resultado o pós-venda continua ocorrendo, para ouvir suas reclamações e tentar amenizar (não corrigir) o problema decorrente.

Puxando isso para a realidade de um site, independente que o mesmo seja considerado um produto ou serviço (sendo que na minha concepção ele continua sendo um serviço dada a característica diferenciadas da sua prestação), o mesmo advém de uma série de serviços adjacentes e até mesmo de produtos tangíveis (fotografias, programas adequados para edição e programação, etc;).  Portanto, um site, assim como qualquer tipo de produto hoje, ou serviço, não é isolado, na verdade é uma oferta, composta de uma série de fatores que fazem com que ela seja mais ou menos atraente que outras.

Na minha opinião, e pelo que eu ando conhecendo e lendo (quando estudamos Marketing B2B e Marketing de Serviços), é notório que até mesmo os produtos caminham cada vez mais para ser na verdade uma forma diferenciada de serviços (8 P’s de Serviços), demonstrando sempre que há algo mais.  Isso sem mencionar, que cada vez mais, essa definição entre produtos e serviços, vem se tornando obsoleta, mas continua existindo para que possamos ter uma orientação (principalmente didática) para que então finalmente possamos tratar do que importa, ou seja, de uma OFERTA completa (pré-venda, venda e pós-venda), visando a agregação de valor na visão do cliente (e não apenas do preço).

Afinal, preço (dos lendários 4P’s de Marketing), é uma conseqüência e não o ponto principal para ser trabalhado.  Quando há uma estratégia bem definida e bem estruturada.

Cuidem-se
E aguardo comentários

8, setembro 2007 Posted by | Administração | Deixe um comentário

Marketing SEO – Context

Olá meus caros!

Depois de algum tempo sem escrever, pois estava cheio de outras atividades por aqui, acabei deixando um pouco de lado o blog. Portanto, antes de mais nada, minhas sinceras desculpas por não ter avisado a respeito.

De qualquer forma, vamos continuar então… Com base no último post, foi levantado a questão da visão do cliente, em termos de Marketing e Web, porem, agora vamos falar um pouco de contexto aplicado nessa mesma situação. Afinal, quais são as premissas que vamos precisar para saber das condições que o resultado (site) será aplicado?

Sempre tenha em mente o tamanho do projeto que vai ser desenvolvido, a análise de contexto é extremamente ampla e em alguns casos não será completamente aplicável, entretanto, se você souber aplicar claramente à empresa que você está vinculado e que vai desenvolver o projeto específico.

Buscando as definições

Primeiro, precisamos definir claramente o que o contexto possui e o que significa, dessa forma, vamos partir da seguinte definição, o contexto é uma análise máxima das condições (que neste caso) um site irá se encontrar. É com essa definição que possamos começar a apresentar e encontrar as ameaças e oportunidades, reconhecendo como ganhar bons resultados e principalmente aplicáveis a condição para que o site possa estar pronta para essa condição.

Outro ponto importante a se considerar, é que existem vários tipos de contexto, inicialmente irei utilizar a estrutura que aprendi durante a faculdade e que acredito ser o mais interessante e o mais aplicável de várias formas, sendo assim, temos:

  • Político / Legal: todas as condições que tem relação ao aspecto de incentivos e/ou obstáculos políticos e legais (pacotes, incentivos, leis, medidas provisórias, etc) que irão impactar sobre a empresa e consequentemente no projeto. (Lembre-se que sites podem estar em qualquer parte do mundo e vinculados as leis de lá – a Internet ainda é uma terra de ninguém).
  • Ambiental: a mãe natureza, ainda mais nos últimos tempos, vem se modificando, o que isso impacta na empresa e/ou no seu projeto? Pode não parecer, mas com essa informação você vai ser capaz de reconhecer inclusive alguns tipos de clientes que você não tinha vislumbrado inicialmente (dependendo da oferta).
  • Sócio-cultural: quais os tipos de pessoas da região, ou país, ou área de atuação do projeto? Qual o perfil cultural das mesmas e a sua forma de atuação? Leve em consideração: religião, opção sexual, crenças, língua, nível de conhecimento, nível de desenvolvimento, etc.
  • Tecnológico: nem todo mundo tem acesso de banda larga a Internet. Será que seu cliente tem? Será que os usuários tem? Será que existe possibilidade de acesso facilitado a Internet para o público que você está querendo atender? E o que mais interfere em termos de situação tecnológica (novos desenvolvimentos) que poderão afetar a empresa e/ou projeto.
  • Econômico: nada é de graça, será que as variações cambiais irão afetar as condições e além disso também há intervenções econômicas que podem se tornar oportunidades ou ameaças (incluindo a taxa de juros e a capitalização) a questão de receber valores financeiros de clientes que estão fora do estado ou país que estamos?
  • Demográfico: considerar em termos de número a variação da população como um todo, principalmente focada nos pontos relevantes (informações) que estejam completamente vinculadas a como o projeto deverá afetar o cliente e seus usuários.

Nunca pense unicamente que o mesmo contexto que será aplicado para um projeto será aplicado para o outro, ainda mais quando se fala em Internet e que, consideramos que não há limites de aplicação de solução, podendo ultrapassar localizações físicas, é preciso e muito, tomar cautela com as condições de aplicação de um projeto em uma localidade e querer utilizar o mesmo em outra. Sempre parta do princípio que a aplicação não será a mesma, não haverá o mesmo nível de resposta, pois afinal, por mais que o produto/serviço seja igual, não quer dizer que a oferta de valor será a mesma, há e sempre haverá necessidades contínuas de melhoria e aplicações.

Uma pequena aglutinação

No caso, podemos chegar no ponto de comentar a respeito de design de interação pois há formas de levar em consideração a melhor exposição de um conteúdo para que o cliente possa se sentir muito mais próximo a forma da apresentação de todas as informações (implícitas e explícitas) que irão existir no site que será produzido. Uma coisa que eu achei bastante interessante foi a seguinte informação:Design de Interação

  • sintático (deve haver regras consistentes na utilização dos signos)
  • semântico (os signos devem ter algum significado)
  • pragmático (os signos criados pelo usuário – input – devem ter efeito no estado do sistema e os signos exibidos pela interface – output – devem ter efeito no usuário)

Essa informação foi retirada do site http://www.usabilidoido.com.br que é um dos sites que eu conheço que tem mais referência a respeito da forma da utilização e de relevância de conteúdo. Principalmente voltado para essa área de trabalho com a exposição de informações para web e que é bastante interessante com relação a questões práticas de atuação com as novas tendências de web.

Portanto, a questão do contexto, apresentado com todos esses parâmetros unindos entre o contexto e o design de interação temos um verdadeiro ferramental útil para o desenvolvimento de projetos que tenham coesão para atuação no mercado e nos clientes que irão ser atingidos pela atuação do projeto (isso que ainda não estamos falando de aplicação operacional “4P’s para produtos e 8P’s para serviços).

Espero que mais uma vez tenha sido útil os comentários aqui a respeito.
Obrigado e até a próxima.

2, junho 2007 Posted by | Administração | Deixe um comentário

Marketing e SEO – Clients

Olá Leitores!

Decidi continuar na mesma idéia do último post, para comentar um pouco mais a respeito dessa combinação que é no mínimo interessante. Hoje de manhã, estava eu lendo a respeito na Wikipédia a respeito da definição de SEO e acabei chegando no seguinte: “Otimização para sistemas de Busca (Search Engine Optimizers) é um conjunto de regras e métodos usados para melhorar o posicionamento (PageRank™) de websites na listagem de resultados das Máquinas de Busca e pode também ser considerado um subconjunto de regras para o marketing em sistemas de Busca”.

Como comentei no post anterior, a respeito da visão de marketing estratégico (bem resumida). Longe de mim querer ser simplista nesse assunto, entretanto, talvez seja o momento de observar a Web (plataforma Internet), como um ambiente de comunicação cada vez mais agressivo. No sentido de que os usuários vem encontrando locais comuns, ou seja, mesmo no “cyber espaço” as pessoas vem participando de pontos comuns, para encontrar o que buscam mantendo ao máximo sua privacidade quando possível. Óbviamente o primeiro nome que vem a cabeça seria o Orkut (o que é um ótimo exemplo), mas vamos um pouco além, sites como: Amazon, Submarino, Mercado Livre, Blogs corporativos (de forma geral), Fotologs, Youtube… são todos ótimos exemplos de como as pessoas procuram pelo que precisam, e muito mais do que isso, precisam saber da opinião das outras, por mais que sejam inicialmente desconhecidas.

A força do óbvio

No Brasil, temos uma situação antagônica, de um lado temos a pior e mais cara conexão de Internet do mundo (considerando o nosso tipo de conexão hoje seja ADSL, cabo ou rádio) , do outro temos a maior taxa de horas conectadas do mundo. Partindo disso, ainda temos aquela velha discussão que as pessoas vem deixando de viver pessoalmente e vivendo virtualmente, seria isso o tal do isolamento digital? Saindo da filosofia, vamos observar outros indícios mais interessantes, o brasileiro de uma forma geral fica na Internet por alguns motivos (que são bem comuns): trabalho, diversão e informação. Em cada usuário essa necessidade varia de usuário para usuário (lembrando de um tal Maslow), ou seja, há usuários que utilizam a rede por uma necessidade de segurança (considere isso como manter o seu trabalho), outros como sociabilização (considere como a vida “social” na rede) e alguns outros para única manutenção do status (considere como a relevância de um site sobre o outro).

Pirâmide de Maslow

Sem dúvida, isso é óbvio, mas é neste ponto que podemos gerar uma breve pergunta a respeito: “Mas como são e quem são os usuários da rede?” Essa é uma pergunta que o Google vem procurando responder a muito tempo, interpretando cada tipo de atitude e tendência dos usuários de Internet.

Mas vamos deixar por enquanto as visões de dominação do mundo de lado e vamos pensar de uma forma um pouco mais abrangente sobre o assunto. Essa é uma informação valiosa, pois com ela existem condições claras de como considerar que um dado/informação é relevante e principalmente o grau de influência num determinado indivíduo (customer behavior) e no grupo que este faz parte. Observando dessa forma, passando das observações técnicas (de linhas de código), temos que considerar que, um site não será o primeiro no chamado “PageRank” unicamente pelo motivo do site ser muito acessado, ou altamente atualizado, a partir de agora estamos falando de conteúdo, de dados e informações que sejam capazes realmente de gerar conhecimento e finalmente o que chamamos de inteligência competitiva no mundo dos negócios.

A Internet não é mais um veículo unilateral a muito tempo (vamos considerar desde de 1992), acontece que essa plataforma, hoje pode ser um veículo unificador e que vem se tornando um dos principais canais de marketing existente (acima de comunicação, estamos falando de interação).

Agora… quanto a um modelo de aplicação de Web e Marketing (existem muito mais do que banners e e-mails de propoaganda), é preciso pensar na solução completa, ou seja, Web como parte integrante do serviço para o processo de entrega da oferta (valor). Não apenas como canal, como vemos nas maiorias das aplicações. O desafio principal é encarar a web como uma oportunidade.

Qual o segredo?

Se existe uma fórmula mágica poderiamos simplesmente apresentar aqui. Mas a idéia é que, cada caso deverá ser feito o plano único de análise para compreender qual a melhor aplicação (concordo que acabei sendo óbvio novamente). Tenha em mente, antes de qualquer trabalho, qual é o objetivo, onde você precisa chegar, onde você quer chegar… Defina o que é mínimo, ideal e o que pode superar as espectativas. Além disso trabalhe com essas diretrizes (4 perguntas simples para iniciar a nossa tragetória)

  1. Como?
    Qual o limite de opções que possuo para iniciar o meu trabalho (financeira, competência, conhecimento, etc) e como pode-se superar cada uma dessas barreiras iniciais.
  2. O que?
    Se há um momento de brainstorm considere este. Toda idéia é muito bem vinda e toda a solução pode ser considerada como válida, atentando apenas aos limites acima mensionados. Só lembre-se de não reinventar a roda!
  3. Por quê?
    Alguns se esquecem da relevância e da hierarquia da informação. Procure filtrar o que realmente é interessante e que possa dar resultado. Esse é o momento de evitar erros.
  4. Pra quem?
    Considere tanto aquele que te paga o salário (se você estiver executando o serviço), como também aquele que vai usar o resultado final da sua atividade. O primeiro ficará feliz se o segundo estiver dando retorno

Guarde bem, essas são apenas diretivas para o início do trabalho. Ainda há muito mais além disso, mas podemos dizer que primeiramente compreendendo esses 4 princípios, já temos um bom caminho.

Espero que ajude aos interessados
Até a próxima 😉
Obrigado!

10, maio 2007 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Marketing na Internet

Olá leitores.

Nos últimos dias, fiquei pensando a respeito de uma série de siglas e nomes, como: SEO, Usabilidade, Web Marketing, Hotsite, E-mail marketing, etc… E ai que me ocorreu um fato.

E mais uma vez, estou vendo técnicas, formas de trabalho e aplicações, que poderiam parecer óbvias, mas que estão longe de ser tão somente simples ou meramente linhas e linhas de programação e/ou formatação. Para os que já trabalham na área, muita coisa já vem se tornando rotina em busca de melhores resultados. Uma consideração importante é que nessa semana passada, conversando com um dos parceiros fornecedores de serviço (Fábio Ricotta) comentou a respeito da divisão da visão de SEO (on-site e out-of-site) e que aqui no Brasil as atividades de SEO (out-of-site) ainda são pouco efetivas, por causa do próprio perfil dos usuários brasileiros (entre outros motivos). Isso acabou me chamando uma certa atenção, afinal um fato desses deixa claro que estamos começando a ter possíveis modelos de aplicação.

Isso só veio a confirmar um fatores claros que eu andava questionando nos últimos tempos! Toda essa fisolofia de trabalho estaria certamente cada vez mais vinculada as teorias de Marketing, devidamente aplicadas, sem a necessidade de alteração! E isso acabou por me dar um verdadeiro ponto novo de estudo. Observando aqui sobre as mesas os livros do Kotler e do Lovelock (Services Marketing), começa a ficar cada vez mais claro que o potencial (quando se fala em Internet) está ainda inexplorado. Algumas empresas já notaram tamanha capacidade (um ótimo exemplo é o Google, na sua versão Orkut), além disso, comece a observar a tendência natural do fluxo de ações das empresas de tecnologia e também das empresas de prestação de serviço.

Portanto, vamos fazer uma pequena análise aqui, para tentar levantar algumas possibilidades para discuções, vou utilizar o modelo de Dolan com as modificações do meu Professor de Marketing Fábio Fowler):

5C’s

Client (cliente)
Need: Segurança e socialização (informação como meio de comunicação seguro e rápido)
Want: Dados e informações que possam ser relevantes para uma decisão
Demand: Esse é o número mágico tão procurado, portanto, teremos que aprofundar em breve a respeito para encontrar essa resposta. Tempo: Ano de 2007 / Produto: Serviços de informação / Onde: Global

Cia and Competitors (cia e competidores)
Um momento para pensar, o que seria o competidor de um canal de comunicação como a Internet? Possivelmente, teremos que pensar de uma forma bem mais abrangente (metamarkets), assim teremos as seguintes possibilidades: TV, Rádio, Jornal, Revistas, etc! Mas observe também que esses mesmos competidores utilizam da plataforma Internet como suplemento de suas atividades.

Context (contexto)
Político/Legal: a rede ainda continua sendo uma “terra” sem lei e sem donos, portanto um ambiente que é controlado unicamente pelos seus usuários (por favor não confundir isso com anarquismo ou qualquer outra linha política), o que podemos dizer é que a Internet é “apolítica”.
Ambiental: independe das condições climáticas, a rede pode perder contato temporarios com alguns de seus pontos, isso depende muito mais dos meios tecnicos utilizados do que exatamente das condições do ambiente.
Socio-cultural: aberta para todos os povos, portanto, não há necessidade de identificação! Já foi o tempo que a rede era destinada apenas aos “Nerds” ou pessoas que só entendiam de computador. Na era da informação, isso passou a ser requesito básico.
Tecnológico: auto sustentável e o maior canal de distribuição de conhecimento e informação entre todas as partes do mundo, utilizando das mais diversas formas de tecnologia viável e passando a ser cada vez mais exssencial.
Econômico: como a rede tem se tornado exssencial, e hoje em dia uma necessidade básica do individuo que a utiliza para obter desde informações até mesmo bens tangíveis, a Internet tende a ser um mercado de livre negociações, que não cobra por suas transações.
Demográfico: hoje a Internet é utilizada por todos os tipos de pessoas, em qualquer lugar, a qualquer hora. As “Lan Houses” são uma realidade. Ainda há o fator de sustentatibilidade do acesso, pois a rede ainda demanda dispositivos próprios para a sua conexão (computadores, modens, Handhelds, etc.)

Colaborators (colaboradores)
É uma gama cada vez maiores de colaboradores da Internet, entretanto, hoje os seus usuários (pessoas comuns) são um dos maiores fomentadores de informações para a rede (observe a Wikipedia e o Orkut como exemplos). Os profissionais (de programadores a administradores de rede), continuam sendo os grandes “magos” responsáveis pela sustentabilidade da rede e para a criação de novos serviços.

Temos uma rede, que muda, se transforma, cresce e dilata, a cada dia. Uma potencialidade imensa de criar novos negócios e novas formas de negociação (exchange). Como diria o meu amigo Fabiano “Impressionante é a quantidade de idéias milhonárias, quando um administrador e um bacharel de computação se reúnem…” E o que tem isso a ver com o que acabei de colocar sobre essa visão simples dos 5C’s? Simples… É o momento de começar a gerar equipes que sejam capazes de aproveitar todo esse potencial dessa plataforma de trabalho e moldar novos serviços e produtos onde a técnica e a gestão possam se tornar um só, complementares. Não disse que será fácil! Mas se não houver um início, certamente vamos esperar alguns boas décadas até ver um novo “Google” surgindo.

Irei continuar um pouco com essa idéia nos próximos posts, só preciso estruturar um pouco mais a aplicação do marketing na Internet, de forma clara, e acredito eu que o caminho mais interessante, seja principalmente abordar o que é o SEO e seus resultados.

No mais, hora de ir embora!
Muito obrigado a todos
Cya

29, abril 2007 Posted by | Administração | 2 Comentários

Papel e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Última Parte)

Olá leitoras!  Decide voltar depois de um bom tempo de “férias” voltei a escrever para poder terminar esse post de 3 partes e depois irei trabalhar uma nova linha dentro dos posts.

Até agora escrevi sobre os componentes de um site, mas no final disso tudo temos uma conseqüência o preço do site, na verdade a sa precificação.

Preço Simplificado

Não existe uma fórmula que vai se aplicar a todas condições, pois há diferentes níveis de complexidade que devem ser considerados em cada um dos casos que podemos trabalhar quando desenvolvemos um site.  Entretanto, para simplificar (por favor, estamos simplificando), podemos considerar o preço a partir de premissas básicas que todo site sempre possui (generalizando):

  • Layout (a criação do design do site)
  • Conteúdo (a quantidade de texto que deverá existir dentro do site)
  • Imagens (a quantidade de imagens que serão utilizadas/editadas para o site)
  • Animação (a quantidade de efeitos animados flash e/ou gifs que serão utilizados)
  • Interatividade (os sistemas que serão utilizados, considerando e-mail, administração, etc)

Com base nisso podemos dizer que o site poderá ser produzido, dado um valor unitário para cada um desses ítens multiplicado pela quantidade utilizada do recursos em específico.

Vantagens:
Simplifica o método de cálculo para qualquer pessoa seja capaz de utilizá-lo
Resposta rápida para qualquer alteração no meio do projeto
O cliente sabe exatamente pelo que ele está pagando e quanto ele deverá pagar (orçamento mais próimo a realidade)

Desvantagens:
Ignora todo o tipo de custo adicionado ao site
Não considera formas de manutenção do serviço
Aplicável para projetos de pequeno e médio porte

Preço por Projeto

Utilizar de teorias de custo e finanças é a melhor forma, e é nesse momento que administradores voltados para tecnologia tem o seu devido lugar, o que cabe a eles é entender claramente o tipo do projeto e levar em consideração a sensibilidade do cliente, qual é realmente a necessidade (pirâmide de Maslow por exemplo)  e a partir dai considerar claramente os desejos do cliente em questão.  Isso deverá estar alinhado claramente aos objetivos estratégicos da empresa, assim como nas suas atividades operacionais.

Tudo isso interligado, portanto nesse momento, saber, entender e agir sobre o Valor (value) do cliente acaba sendo um diferencial muito maior do que apenas a entrega do produto/serviço.  Cabe ao administrador, entregar uma oferta de valor agregador que possua diferenciais sensíveis para o cliente e que o mesmo seja perceptível a ela.

Os conceitos agregados aqui, são de Marketing, Custos e Finanças que quando aplicadas em conjunto geram um resultado positivo para ambos os lados.

Vantagens:
Considera  os custos (diretos e indiretos)
Observa o valor agregado na visão do cliente
Considera preço como consqüência do trabalho executado

Desvantanges:
Nesse caso eu não consider desvantagens, em todo caso podemos considerar uma dificuldade (e ao mesmo tempo um diferencial) que a equipe para o desenvolvimento do site, não pode ser unicamente formada por técnicos, mas que demanda a atenção de administradores, publicitários e jornalistas, que sejam capazes de notar e transformar a necessidade do cliente em um resultado contreto (projeto) e que o mesmo possa notar o valor agregado e pagar o preço real pelo serviço.

Conclusão

Portanto, precificar um site, não é apenas levar em consideração o valor que ele possui ou possuirá.  Temos que considerar que o site é composto por cada uma de suas partes (componentes) e reconhecer o diferencial de cada uma assim como o desejo do cliente por cada uma delas.

Levar em consideração, mais uma vez, que a equipe multifuncional agrega resultado e que o desenvolvimento do site, não é apenas programação e sim um conjunto de conceitos e especialidades que dão o verdadeiro resultado.   O que nos leva a pensar que um site deve ser cobrado pelo real preço que reflita o valor agregado que ele irá gerar para o cliente, sabendo aplicar esses conceitos e como parte de uma proposta maior, visando resultados concretos.

Hoje em dia, não existe mais espaço para sites que são apenas “espetáculos” de entrega de conteúdo, as pessoas procuram interagir e a ferramenta Web aplicada a isso, é um poderosos aplicativo na plataforma Internet que possuímos hoje.

Não existe mais site aplicado apenas para navegação!
Um site é uma ferramenta de comunicação e de entrega de informação relevante
onde clientes e fornecedores podem e devem interagir para
que sintam-se parte do valor agregado construído.

18, abril 2007 Posted by | Administração, Equipes de TI | 2 Comentários

Papel e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte II)

Olá leitores ^^

Nessa segunda parte, sobre a questão de precificação, vamos falar um pouco sobre o que é um site e também do que vem a ser o valor agregado a ele. Portanto vamos partir do seguinte princípio: iremos tratar o site como um projeto relacionado a serviços, ou seja, um produto intangível que no final de sua produção tangível e ninguém é dono de nada (há controvérsias quanto a isso).

Um serviço duradouro
Pensar duas vezes antes de assinar um contrato. Seria a primeira afirmação, entratando, o melhor para comentarmos aqui, está relacionado a elaboração de um contrato claro a respeito do serviço que será prestado, demonstrando que além dos seus serviços enquanto desenvolvedor, o seu cliente direto, também terá os custos de hospedagem e as possibilidades de manutenção do site. Não tente esconder essas informações, mesmo que você esteja responsável por todo o desenvolvimento do site (hospedagem, criação, implementação e manutenção do mesmo), deixe claro cada uma das etapas e os prazos para o desenvolvimento de cada uma delas.

Um site, não é um serviço para ser terminado, encerrado em uma embalagem de jornal, entregue ao seu cliente como um saco de bem perecível e jogado na porta do seu cliente com os seus cumprimentos: “Pronto terminei!”, talvez seja melhor, pensar em um pacote para esse serviço, uma cara nova, algumas outras possibilidades. Afinal a Internet hoje é uma plataforma de possibilidades, oportunidades e áreas inexploradas. Basta você escolher: fazer apenas os pequenos trabalhos e com eles continuar? Ou então, fazer os pequenos trabalhos se tornarem grandes obras?

Ou você realmente acha que todo mundo começa grande ou então que, do dia para noite vai ser uma gigante empresa na área de web?

Mensurar o seu trabalho
Vejamos alguns pontos iniciais para levarmos em consideração:

  • Planejamento
  • Quanto tempo será necessário?
  • Qual a sua disponibilidade de tempo e conhecimento?
  • Calcular seus prazos de entrega
  • Possuir um provedor de serviços de hospedagem confiável (estudar as possibilidades no mercado)
  • Compartilhar conhecimento e procurar alternativas
  • Adapta e aprender
  • Compreender o seu cliente

É necessário levá-los em consideração para qualquer início de projeto, pois a pior coisa que pode existir é você encarar o seu cliente dizendo: “Ficará pronto em uma semana” e ai, depois de uma semana… “Desculpa chefia mas não rolou terminar não!”… Clientes não são nascidos para informalidades, eles não pedem formalidade, pois consideram isso o mínimo de profissionalismo, desde do tratamento até os seus prazos!

Respeitar para ser respeitado 😉

Agregando valor (Value)
Você irá descobrir o que o seu cliente deseja (want), quando ele lhe contar! Mas você pode prever isso, sabendo muito bem o que ele precisa (need). Observe claramente isso, e vá além. Procure surpreender, superar e fidelizar o seu cliente, com isso você vai passar a atendê-lo nas seguintes frentes:

  • Product: Service – Site sob medida, dentro das normas desejáveis, utilizando de tecnologias apropriadas para o trabalho e contendo o que há das novidades do mercado que sejam aplicáveis naquela situação (não é só que todo mundo fala em usar Flash, AJAX, etc; que você irá ter que usar em tudo que produzir)
  • Place: Marketing channel Internet – estamos falando de um canal que é capaz de atravessar fronteiras e fornecer soluções aos usuários (lembre-se… eles são seus verdadeiros clientes)
  • Price: Project – um site não é uma receita de bolo para ser aplicada a qualquer um, se você ainda acredita em CD’s de template prontos para criar seus trabalhos, por favor jogue essa bengala fora (na verdade ela vai ser sua danação).
  • Promotion: Information – o cliente precisa saber passo a passo o que está acontecendo, quando e como, para sentir segurança. Nenhum cliente quer ser obrigado a pedir para saber como anda o projeto, ele tem o direito de saber isso quando quizer.

Uma visão de marketing
O que acabamos de citar acima, relaciona os velhos conhecidos 4P’s que tem idéias complementares como o SIVA (Service, Information, Valeu e Access) e o 4C’s (Convinience, Comunication, Cost, Channel). De qualquer forma, há muito mais além disso, um prato cheio para aqueles que trabalham com estruturas (modelos) de marketing que levam em consideração os 5Cs e o STP na área estratégica para a capturação do valor. Tudo isso, cheio e siglas e conceitos, podem fazer diferenças (e não únicamente).

Nesse momento é a hora de se perguntar: “Sou capaz de fazer isso sozinho?”. Eu, pessoalmente, acredito mais nas equipes de desenvolvimento heterogêneas (administradores, publicitários, jornalistas, cientísticas e engenheiros de computação, etc.) trabalhando juntos para agregar valor a algo maior (não estou dizendo que é fácil).

Há algo mais na Internet, além do banner, além da propaganda, acima do número de visitas, há algo que tem que trazer o compartilhamento constante de informações e conhecimentos… Isso já está acontecendo, mas há o inexplorado e é justamente isso, a cada site, a cada novo projeto, que é necessário ser aprimorado, revisto e reestudado!

Não pare no tempo… Ele corre sempre… Atualize-se!

No último capítulo
Finalmente a questão preço! Agora que já descrevemos o que é o site e algumas de suas variáveis na agregação de valor do mesmo, podemos partir para o preço.

Cya

28, agosto 2006 Posted by | Administração, Equipes de TI | Deixe um comentário

Tempo e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte I)

Iremos falar um pouco a respeito de precificação. A pergunta aqui é: O que significa colocar preço em um produto ou serviço? Mas antes mesmos de começarmos a tentar responder isso é importante ficar claro que não existe aquela fórmula mágica que muitos acham conhecer:

Preço = Custos + Lucro

Deixemos portanto esse “conceito” completamente de lado nesse e passamos a pensar da forma como as pessoas de negócios devem tratar dessa questão, ou seja, reconhecendo as variáveis, sabendo administrá-las e muitas vezes, trabalhando com suas possibilidades (talvez a chave para a chamada oportunidade).

Uma visão tradicionalista aplicada
Portanto, vamos começar do conceito mais básico, relacionado a produtos. Me permitindo um pouco da ousadia, irei dizer que muitos pensam que a precificação de um produto trata-se de analisar custos e desepesas atrelados ao mesmo, calcular a margem de contribuição e finalmente reconhecer o preço do produto com a margem apresentada que se considera lucartiva. Por outro lado, iriam dizer que é necessário analisar o valor (value) que o cliente dá para aquele determinado produto, afinal quanto o cliente está interessado em pagar por aquele produto (valor percebido e o valor agregado). Sem esquecer que, muitos clientes vinculam preço a qualidade, ou seja, “quanto mais caro melhor é”.

Essas são algumas máximas que temos hoje no dia-a-dia da precificação de um produto. No caso de serviços, a história não é muito diferente (por essa mesma ótica) a única questão é que na verdade um serviço naturalmente é intagível e geralmente não possui muitos custos agregados a ele e sim despesas.

“Simples” assim!

Agora falando em Web!
Muitas outras variáveis entram no jogo. Primeiro, caracterize: Um site é um produto ou um serviço? Partindo do princípio ele é um bem intagível, temos então, a mais forte característica de um serviço. Outro ponto a favor dessa caracterização é a questão da sua “existência” poder ser vinculada em qualquer lugar do mundo a qualquer momento (mobilidade é a palavra chave aqui). Colocando de uma forma clara vamos listar alguns tópicos a respeito:

  • Mobilidade
  • Criação
  • Desenvolvimento

Isso são 3 passos interessantes para começarmos a falar de valor. Entretanto há mais fatores para levarmos em consideração:

  • Energia Elétrica
  • Conexão
  • Locomoção / Comunicação (afinal você precisa visitar seu cliente as vezes ou entrar em contato com ele)

Por outro lado, dizer que acabou, estaríamos sendo simplistas para dizer a verdade, pois veja bem:

  • Conhecimento
  • Cliente
  • Conteúdo

Observe que eu não entrei no mérito do Know-how (ou experiência como preferir), pois em termos de web, pessoalmente considero que há sempre uma necessidade de contínuo aprendizado. Para dizer a verdade, todas as áreas possuem essa característica, entretanto, quando se trata com tecnologia / informática, é necessário estar atento as vários processos evolutivos. E ai entramos na questão risco! Afinal, tamanhos de projetos, tempo de conclusão do mesmo e equipes de desenvolvimento, tudo isso atrelado as inúmeras possibilidades de desenvolvimento desse serviço (site). A premissa aqui é que você precisa estar sempre “funcionando” ativamente, procurando agregar valor ao conhecimento estruturado e conciente dos caminhos que serão tomados para aquele projeto em especial, além de considerar toda a gama de decisões que deverão ser tomadas para transformar o projeto de uma idéia em um algo concreto (irônicamente intangível).

E é claro que não poderia deixar de lado. Duas peças fundamentais, o cliente e o conteúdo (como citados acima). Afinal, trabalhar com o conteúdo, saber e entender que muitas vezes nem o detendor deste não irá lhe repassar toda informação necessária acarretando à você a responsabilidade de construir (por necessidade inclusive) o que realmente aquele site deverá repassar para o público externo. Na questão cliente, teremos sempre dois níveis de situação para levar em consideração (1) Canal de Nível 0: O cliente que você atende é você mesmo (um blog, site pessoal de autopromoção, site da sua empresa ou corporação que você mesmo desenvolva). (2) Canal de Nível 1: Existe um intermediário entre você o cliente final e esse intermediário é o SEU próprio cliente; compreender o público que o seu cliente quer atingir vai muito além do que sentar com ele uma hora e ouvir o que ele deseja, você terá que ir além disso.

Questões para levar para cama
Portanto, temos algumas situações interessantes aqui. E por isso mesmo eu deixo algumas perguntas para o final desse post: Você AINDA acredita em sites de R$50,00? Acha mesmo que Webdesign continua sendo um trabalho sem necessidade de contratos? Ou ainda acredita que, fazer site é a alma de tudo e que basta ter muitos clientes? Ahhh sim, e antes que eu me esqueça, você já ouviu falar sobre “antecipar venda” e “pós-venda”? Por favor, acho que é um momento bastante interessante para começarmos a questionar isso!

No próximo episódio…
Nos próximos posts (mais duas partes) iremos tratar do que é o site e os valores agregados a eles. E finalmente na nossa terceira parte, iremos tratar a questão do valor (financeiro, quanto vale um site efetivamente e valores mínimos com relação a mercado) na visão do cliente (B2C ou B2B).

Espero vocês em breve ^^
Cya

Agradecimentos especiais
MX Studio:
Aos colunias: Fabino Fernandes e Rochester Oliveira pela apresentação sobre Web 2.0 e Uusabilidade na minha aula de Webdesigner.
Ao administrador: Fábio Ricotta pelo apoio, visita à apresentação de hoje e pela idéia do post durante a conversa enquanto a gente tomava açaí ^^

26, agosto 2006 Posted by | Administração, Equipes de TI | 4 Comentários

Fator Cultural

Acredito que muitos já devem ter visto essa frase em algum computador nos últimos dois meses: “Você pode estar sendo vítima de falsificação de Software”. Isso ocorreu, por causa de uma atualização do sistema operacional (Windows XP), ou melhor, da atualização de prioridade altíssima de segurança, ou como ficou conhecida também, como uma atualização de altíssima falha de segurança.

Visão usuário
Muitos usuários, nem tem conhecimento do que instalaram na máquina, veja bem, afinal usuários não tem a menor obrigação de compreender o que significa risco de invasão (atenção ao compreender, ao menos precisam conhecer e saber da existência desse risco). E ainda ficam bravos quando alguma coisa assim acontece, dizendo como sempre que a culpa é do computador. Admitir a falha de alguma coisa ilícita que entra em um computador é uma coisa, agora ser “traído” por um mecanismo que deveria proteger é outra.

Agora sejamos Administradores
Espere e pense um pouco: Você deveria ter comprado o software, afinal para usar o produto de alguém (ou serviço) você deveria pagar por isso, pois você escolheu aquele produto, assim como hoje podemos escolher marcas de televisão, canais de TV, filmes para assistir no cinema ou mesmo a roupa para sair, tudo isso você pagou com seu trabalho, ou foi lhe dado por alguém como presente. É talvez seja estranho imaginar ganhar um box do Windows XP ou do Office 2003, afinal, piratiar é tão fácil e simples (pega o CD coloca no gravador e pronto… digamos que seja isso), será mesmo que essa é a idéia justa para se trabalhar?

O motivo que me levou a começar esse post com aqueles comentários (visão usuário), foi justamente para procurar demonstrar como é o pensamento mais comum, ou seja, sempre encarar como um absurdo o fato de ser invadido, mas esquecer por completo de uma coisa chamada DIREITOS AUTORAIS. Não estou justificando o erro da Microsoft, afinal foi um erro, invadir e saber o que há no computador do cliente (até que ponto esse acesso é aberto isso é desconhecido), pegar essas informações toda vez que o computador está ligado e enviar diretamente para os servidores da empresa, sem dúvida caracteriza invasão de privacidade, mas nem por isso podemos dizer que é certo também (na posição usuário ou empresa) de ficar utilizando discriminadamente um produto que deveria ser pago.

Afinal os preços podem ser altos ou baixos para o licenciamento, não vamos entrar nesse mérito aqui, mas encaremos o fato da seguinte forma existem soluções mais baratas no primeiro momento, só se pergunte se você está interessado em arcar com os custos de treinamento, preparação e administração de novas ferramentas. E nesse ponto, eu tenho que tirar o chapéu para a Microsoft, pois querendo ou não, somos quase todos (para não generalizar) viciados em plataformas Windows. Portanto, a questão é sustentar o seu vício.

Pense um pouco e se pergunte sobre as discussões que alguns usários (e isso inclui todos nós) tem com os responsáveis de TI dentro de uma empresa, eles condenam a utilização de ferramentas P2P para baixar músicas MP3 no computador e não lhe dão permissão para instalar nada no micro que não seja devidamente informado e necessário. Talvez seja nesse momento que temos que ponderar um pouco mais e entender que sempre existirá uma fina diferença entre computadores domésticos (pessoais) e computadores da corporação.

Finalizando
Temos uma questão cultural para se levar em consideração, temos uma legislação para levarmos em consideração, temos ainda punições para levarmos em consideração. Portanto, analisar isso de forma mais racional e acreditar que o cerco à pirataria vem se fechando cada vez mais é uma verdade, agora cabe a você decidir se sua instituição irá ficar dentro deste cerco ou fora dele.

7, agosto 2006 Posted by | Administração | 1 Comentário

Geeks – Who… What??

O Post de hoje está baseado em uma reportagem traduzida que um amigo indicou de um blog (http://zyakannazio.eti.br/fudeblog/2006/06/20/como-nao-liderar-geeks/) e que acabou me dando a idéia para essa publicação.

Introdução
Traduzir a expressão Geek seria o mesmo que tentar demonstrar com palavras uma verdadeira expressão idiomática, em todo caso, podemos chamar de Geek: “os caras que entendem de informática”, “Administradores de redes”, “Hackers”, “Fodões da informática”, etc. Na verdade são aqueles que trabalham com a informação digital e sabem manipular esses dados gerando informação para quem precisa.

Portanto, dizer que são um bando de Nerds que vivem escondidos atrás de telas frias de computador, é muito mais do que um equívoco, pois estamos falando realmente de isolamento desse tipo de perfil de profissional. Muitos administradores tem a tendência natural de gerar um certo pré-conceito a respeito desse profissional, observando-o apenas como uma peça operacional e não como uma fonte de apoio estratégico.

Para dizer a verdade, a idéia não é apenas ver os Geeks como fonte de apoio estratégico, e sim toda a estrutura organizacional direcionada e conhecedora do foco estratégico vigente na empresa. Entretanto isso é um assunto para outro post!

Peguei algumas partes do post original e vou comentar a respeito delas logo abaixo. Então vamos lá:

“Quando os geeks da NCR Austrália ameaçaram entrar em greve, foi uma movimentação que poderia paralisar ATMs, caixas de supermercado e máquinas de check-in nos aeroportos. Este fato mostra que TI se tornou tão central em praticamente todas as corporações, que qualquer paralisação poderá custar muito tempo e dinheiro, o que significa também que manter os geeks felizes no trabalho é obrigatório nas empresas modernas. Geeks felizes são geeks eficientes.”

Muitas organizações e administradores de certa forma, (assim como os usuários), só sentem falta da informática quando ela dá problema, ou seja, na cabeça de muitos tudo deve funcionar, afinal são apenas máquinas e nada mais. Esse é o primeiro erro da nossa cultura, afinal os problemas, se dão por 2 motivos (a grosso modo): 1) Hardware e Software (equipamento e programas) e 2) Má utilização da unidade de trabalho (usuário sem conhecimento). Acho que essa parte inicial do artigo, deixa bem claro que computadores não funcionam sem pessoas!

“Algumas pessoas chegam à conclusão que geeks odeiam gerentes e são impossíveis de liderar. A expressão ‘administrar geeks é como pastorear gatos’ (N.T: do inglês “managing geeks is like herding cats”) é usada às vezes, mas está errada. O fato é que o pessoal de TI detesta gerenciamento ruim e tem menos tolerância com relação a isso que outros empregados.”

Temos dois lados da mesma moeda! Afinal gerenciar uma equipe tecnológica nem sempre quer dizer lidar com a situação de lidar com a estrutura de uma empresa de manufatura (por exemplo). O produto dessa área é o conhecimento e a inteligência, isso sem levar em consideração as possibilidades de evolução, o que acaba sendo um equilíbrio muito dificil de alcançarmos, afinal, temos tecnologias que são lançadas a cada bimestre, e a pergunta é, como direcionar as equipes de TI para esses conhecimentos que podem ser um investimento perdido? TRADEOFF essa é a palavra chave, ou seja, alto RISCO alto RETORNO ou alta PERDA, nesse caso o foco deve estar voltado no mercado, analisar cada passo e contar com o apoio do próprio pessoal de TI FALANDO A MESMA LINGUA que os administradores. Isto é, não devemos colocar todo mundo dentro de uma sala e falar horas e horas, o objeito é colocar todo mundo dentro de uma sala e conseguir entender o que é conversado.

O artigo apresenta alguns pontos do erro da administração/gerenciamento desse pessoal, com base nos conhecimentos adquiridos pelo autor do mesmo, entretanto, mais do que experiências, fica claro algumas falhas, como eu vou citar, pelo menos as que são mais claras a serem notadas:

1- Ignorar o treinamento (Falha RH)
O treinamento, passa a ser um desafio, reconhece e entender qual o momento ou não para se investir num treinamento para o grupo responsável por esse área. Entretanto, se você tem uma área de TI (seja dentro de uma empresa ou sendo uma empresa em si), um fato é verdade, cautela é necessária, mas não confunda isso com segurança, observe e tenha respostas rápidas, peça para ser convencido de que o treinamento é válido e compreenda que TI é uma área que tende a P&D, ou seja, alguns investimentos demandam tempo para que exista retorno e o mesmo poderá (e será muitas vezes) não financeiro.

2- Não dar o reconhecimento (Falha Projetos/Operações)
O artigo nesse ponto é bem claro quando cita a necessidade do trabalho em grupo, a definição de objetivos comuns e das atividades que devem ser desenvolvidas para essa área. Um fator interessante que as vezes me deixa intrigado com a área de TI, é que os administradores tendem a isolar essa área, por não compreenderem ou não desejarem compreender suas funções, isto é, torna-se apenas o chamado trabalho de macaco, “eu mando e você obedece”. Devemos lembrar que a época da escravidão já passou, equipes de TI são feitas para trabalhar juntas, (por isso se chamam equipes) e aos administadores cabe a idéia da visão geral a explanação das necessidades e também o acompanhamento (Qualidade – PDCA). Se a administração ficar na inércia mantendo-se obstante do que acontece nessa área, podemos dizer que ela na verdade está investindo num retardo do seu crescimento.

3- Planejar muita hora extra (Falha RH/Projetos)
E quem disse que o pessoal de TI não descansa? Mesmo que seja a idéia do paradigma que os profissionais de TI dormem pouco, isso não quer dizer que eles trabalham todo o tempo que ficam acordados. Geralmente esse erro nas horas extras é bem vinculado ao fato do segundo ponto demonstrado acima, a falta de comunicação e de entrega do que realmente precisa ser feito, ou o prazo curto ou longo demais para o desenvolvimento da atividade, (pois o administrador não tem noção do quanto tempo será gasto e conseqüêntemente negocia errado). O desfecho disso é que acarreta em trabalhos corridos, cheio de erros e no caso sem nenhuma motivação.

Podemos dizer que é constatado que o profissional de TI trabalha 4 horas por dia, as outras teóricas 4 ou 2 horas são destinadas a estudo, atualização de informações e troca de conhecimento, portanto não acredite que ele irá render em horas extras da mesma forma.

4- Usar “gerentês” (Falha Comunicação)
Também conhecido como o sabichão, “o cara que entende tudo” e tem necessidade de mandar! Se você for um desses, me desculpe, mas trabalhar junto com o pessoal de TI será inviável, e não apenas de TI. Entretanto o fato vale para o outro lado, muitas vezes os próprios Geeks já tem a visão autosuficiente de trabalho, o que acaba dificulando qualquer aproximação administrativa. Nesse caso, temos que levar em consideração alguns fatores: 1) É necessário que o pessoal de TI esteja aberto a ceder, condizendo com as mudanças e aceitar a liderança; 2) O administrador tem que estar pronto para ampliar seus conhecimentos, entender os processos e compreender os projetos de desenvolvimento.

Nós podemos falar a mesma lingua, mas é necessário que o dialeto seja igual de ambas as partes.

5- Tentar ser mais esperto que os geeks (Falha Comunicação)
Saber pedir ajuda, reconhecer os seus limites e principalmente querer se ater dos fatos vira um prazer para os Geeks no sentido de poder estar agregando valor. Como eu disse, a visão geral do administrador é peça chave para poder demonstrar e transoformar as necessidades de um cliente em um projeto concreto que gere lucratividade. Mas isso não quer dizer que o pessoal de TI tenha que ficar obstante, principalmente se a produção desse projeto é por parte deles, seja direta ou indiretamente. Em TI sempre é necessário que os membros se sintam parte do todo!

6- Agir de forma inconsistente (Falha Projetos/Operações)
Esse é um erro conseqüênte, ou seja, geralmente ele vem por causa dos dois últimos fatores acima, pois gera justamente aquela situação desagradável do manda e desmanda, pedir uma coisa e depois mudar o rumo. Se deixarmos chegar a esse ponto de problema é bom que a equipe de TI e os administradores já estejam ciente de que, invarialmente, acarretará em atrasos nos projetos e insatisfação do cliente (interno ou externo).

7- Ignorar os geeks (Falha Projetos/Operações)
Não é diferente gerenciar grupo de Geeks e grupos de pessoas. Na verdade a idéia é transformar esse mero grupo em uma equipe, um time. Portanto, todas as mesmas dificuldades de gerenciamento de equipes já tão conhecido pelos administradores se encaixam normalmente aqui (lembre-se, estamos falando de pessoas e não de máquinas). Os Geeks também precisam de liderença e não de um mandante.

8- Tomar decisões sem consultá-los (Falha RH/Projetos)
As decisões são feitas para serem tomadas em equipe, discutidas e apoiadas por ela. Infelizmente, nem sempre será possível o consenso, mas o foco deve ser sempre um, o bem estar e o crescimento da empresa, como um todo. Qualquer alteração em um projeto, ou em algum trabalho desenvolvido sempre deve ser bem claro.

Se os Geeks estiverem bem informados eles serão os primeiros a facilitar o fluxo de processos e atividades dentro da empresa, pois na verdade, é esse o trabalho deles!

9- Não lhes dar as ferramentas necessárias (Falha Financeiro/TI)
Ilusão pensar que isso não seria um ponto de desencontro. Os administradores farão de tudo para controlar os investimentos, pois são educados para estudar o fluxo de caixa visando o aumento da diferença entre as entradas e saídas, gerando o chamado crescimento da riqueza do investidor (Lucro é ilusão fiscal, o FC é o que importa). Por outro lado, os membros de TI, terão a tendência de pedir sempre por algo inovador e novo, e como já citamos, sem necessáriamente receita financeira. Portanto, como jogar com isso? Como ponderar entre uma coisa e outra e quais seriam os casos? Isso será um post completamente a parte, para discutirmos.

10- Esquecer que geeks são trabalhadores criativos (Falha RH/Administração)
Cuidar de servidores, programar, entender “dos paus” do computador, essas são apenas algumas tarefas mas, nenhuma delas é uma coisa simplesmente exata, puro números e cálculos sem nenhuma outra interação. Vejamos a própria Internet (WWW como alguns insistem em apenas ver), é uma prova concreta que vai muito além, em termos de criatividade e inovação! Os membros de TI tem a necessidade de continuar em plena inovação e MUITAS VEZES a necessidade e o desejo de criar algo novo, inigualável. Os exemplos falam por si só: Microsoft, Google, Oracle, etc.

TI é uma área que trabalha com uma arte, a fina arte da comunicação por meio digital (e não apenas da comunicação digital)

Concluindo
Acredtiamos que hoje está ficando cada vez mais claro que computadores são máquinas que não funcionam sozinhas. E as pessoas que são responsáveis por elas, devem ser respeitadas como tal, não sendo apenas reconhecidas como “o cara que trabalha com os computadores” ou então “o nerd da sala fechada”, estamos falando de profissionais altamente qualificados, do mesmo nível de conhecimento e de intelecto, que necessitam de treinamento, discussões, liderança e motivações.

12, julho 2006 Posted by | Equipes de TI | 1 Comentário