Outsourcing – Que prática é essa?
Olá caros leitores
Acredito ter encontrado um assunto diferenciado, e ao mesmo tempo bastante abrangente para iniciar uma discussão a respeito. Afinal, é a área de atuação da minha atual empresa (de uma delas) e futuramente tem tudo a dispor para uma estrutura ainda mais inteligente para angariar valores para clientes, fornecedores e a própria prestadora de serviço.
Antes de falar de modelos e métodos
Precisamos inicialmente definir o que é outsourcing e em que áreas ele pode ser aplicável. Primeiramente vamos desmistificar que outsourcing é apenas terceirização, infelizmente essa expressão perdeu bastante o seu foco, pois várias empresas provedoras de sourcing (aquelas que atendem empresas que praticam outsourcing), acabaram por não atender as expectativas dos clientes e por sua vez, perderam essas contas.
Portanto, uma empresa que pratica outsourcing busca exonerar do cliente as atividades que não fazem parte do “core business” diretamente, ou seja, todas as atividades que podem ser delegadas para empresas ou prestadores de serviços especializados que levam consigo a responsabilidade da manutenção desse serviço. Um caso muito comum disso, são os próprios escritórios de contabilidade, que na verdade praticam a terceirização (sem nenhum diferencial competitivo).
Tal afirmação gera a seguinte pergunta: “Mas por que as empresas de grande porte tem então esses tipos de setores?” A resposta é simples, por causa do fluxo e a velocidade na transação quando a mesma ocorre em loco. “Então… Outsourcing não é bom negócio?” A resposta seria a seguinte: “Depende”, pois será que existe alguma empresa de contabilidade que atue com o mesmo nível de velocidade, ou que, assuma o risco da empresa para acelerar seus processos com ela, dando todo o suporte e assessoria, no acompanhamento da legislação e das peculiaridades da empresa?
Com isso, há como afirmar que, há uma necessidade existente no mercado, o desafio, não é apenas ser inovador na forma da exposição do serviço, mas também, na oferta completa que será entregue ao cliente para facilitar a vida dele (incluindo toda uma gama de produtos e serviços integrados).
Como é formado a Onda?
De todas as áreas possíveis para o outsourcing, TI é a mais viável (focada obviamente nas empresas que não tem isso como fim), e ao mesmo tempo é a mais interessante para isso. Incialmente os motivos para isso, é que a área de TI são as mais atualizáveis, variáveis e complexas no seu acompanhamento e até mesmo planejamento, que quando não é feito por pessoas que sejam ligadas diretamente a isso e/ou que não possuam o devido incentivo para o seu desenvolvimento, o resultado acaba sendo desmotivador e em algumas vezes desastroso.
O Outsourcing verdadeiro (na área de TI) é aquele que é capaz de atender as necessidades de tecnologia do cliente, voltadas para que o mesmo tenha acesso a manipular os dados e receber informações para uma tomada de decisão efetiva. O cliente, não compreende toda a “parafernalha” de equipamentos, sistemas, estrutura que será necessário, e de uma certa forma, ele nem tem a obrigação de saber. O que ele precisa é de uma solução participativa.
Porém o que se vê nesse setor são apenas grandes empresas sendo capazes de utilizar esse recurso. A questão mais interessante é que algumas dessas empresas só notaram que poderiam utilizar esse recurso, quando já estavam grandes demais e ai notaram que sustentar uma estrutura de tecnologia (que não é o foco de várias empresas) tornava-se não somente oneroso, como também inviável muitas vezes.
Mas nem tudo são Mares de Rosas
Afinal, os desafios são muito maiores do que apenas a boa intenção de uma solução que seja capaz de atender o cliente em tudo que ele precisa. Muitas empresas, naufragaram e naufragam nessa tentativa, por confundir TI únicamente com tecnologia e esquecer que existe uma série de fatores agregado a isso (pessoas, marketing, finanças, etc.)
Acredito que isso já é um bom começo para iniciar um pouco de discussão a respeito.
Espero que gostem e aguardo comentários.
Cya
Papel e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Última Parte)
Olá leitoras! Decide voltar depois de um bom tempo de “férias” voltei a escrever para poder terminar esse post de 3 partes e depois irei trabalhar uma nova linha dentro dos posts.
Até agora escrevi sobre os componentes de um site, mas no final disso tudo temos uma conseqüência o preço do site, na verdade a sa precificação.
Preço Simplificado
Não existe uma fórmula que vai se aplicar a todas condições, pois há diferentes níveis de complexidade que devem ser considerados em cada um dos casos que podemos trabalhar quando desenvolvemos um site. Entretanto, para simplificar (por favor, estamos simplificando), podemos considerar o preço a partir de premissas básicas que todo site sempre possui (generalizando):
- Layout (a criação do design do site)
- Conteúdo (a quantidade de texto que deverá existir dentro do site)
- Imagens (a quantidade de imagens que serão utilizadas/editadas para o site)
- Animação (a quantidade de efeitos animados flash e/ou gifs que serão utilizados)
- Interatividade (os sistemas que serão utilizados, considerando e-mail, administração, etc)
Com base nisso podemos dizer que o site poderá ser produzido, dado um valor unitário para cada um desses ítens multiplicado pela quantidade utilizada do recursos em específico.
Vantagens:
Simplifica o método de cálculo para qualquer pessoa seja capaz de utilizá-lo
Resposta rápida para qualquer alteração no meio do projeto
O cliente sabe exatamente pelo que ele está pagando e quanto ele deverá pagar (orçamento mais próimo a realidade)
Desvantagens:
Ignora todo o tipo de custo adicionado ao site
Não considera formas de manutenção do serviço
Aplicável para projetos de pequeno e médio porte
Preço por Projeto
Utilizar de teorias de custo e finanças é a melhor forma, e é nesse momento que administradores voltados para tecnologia tem o seu devido lugar, o que cabe a eles é entender claramente o tipo do projeto e levar em consideração a sensibilidade do cliente, qual é realmente a necessidade (pirâmide de Maslow por exemplo) e a partir dai considerar claramente os desejos do cliente em questão. Isso deverá estar alinhado claramente aos objetivos estratégicos da empresa, assim como nas suas atividades operacionais.
Tudo isso interligado, portanto nesse momento, saber, entender e agir sobre o Valor (value) do cliente acaba sendo um diferencial muito maior do que apenas a entrega do produto/serviço. Cabe ao administrador, entregar uma oferta de valor agregador que possua diferenciais sensíveis para o cliente e que o mesmo seja perceptível a ela.
Os conceitos agregados aqui, são de Marketing, Custos e Finanças que quando aplicadas em conjunto geram um resultado positivo para ambos os lados.
Vantagens:
Considera os custos (diretos e indiretos)
Observa o valor agregado na visão do cliente
Considera preço como consqüência do trabalho executado
Desvantanges:
Nesse caso eu não consider desvantagens, em todo caso podemos considerar uma dificuldade (e ao mesmo tempo um diferencial) que a equipe para o desenvolvimento do site, não pode ser unicamente formada por técnicos, mas que demanda a atenção de administradores, publicitários e jornalistas, que sejam capazes de notar e transformar a necessidade do cliente em um resultado contreto (projeto) e que o mesmo possa notar o valor agregado e pagar o preço real pelo serviço.
Conclusão
Portanto, precificar um site, não é apenas levar em consideração o valor que ele possui ou possuirá. Temos que considerar que o site é composto por cada uma de suas partes (componentes) e reconhecer o diferencial de cada uma assim como o desejo do cliente por cada uma delas.
Levar em consideração, mais uma vez, que a equipe multifuncional agrega resultado e que o desenvolvimento do site, não é apenas programação e sim um conjunto de conceitos e especialidades que dão o verdadeiro resultado. O que nos leva a pensar que um site deve ser cobrado pelo real preço que reflita o valor agregado que ele irá gerar para o cliente, sabendo aplicar esses conceitos e como parte de uma proposta maior, visando resultados concretos.
Hoje em dia, não existe mais espaço para sites que são apenas “espetáculos” de entrega de conteúdo, as pessoas procuram interagir e a ferramenta Web aplicada a isso, é um poderosos aplicativo na plataforma Internet que possuímos hoje.
Não existe mais site aplicado apenas para navegação!
Um site é uma ferramenta de comunicação e de entrega de informação relevante
onde clientes e fornecedores podem e devem interagir para
que sintam-se parte do valor agregado construído.
Papel e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte II)
Olá leitores ^^
Nessa segunda parte, sobre a questão de precificação, vamos falar um pouco sobre o que é um site e também do que vem a ser o valor agregado a ele. Portanto vamos partir do seguinte princípio: iremos tratar o site como um projeto relacionado a serviços, ou seja, um produto intangível que no final de sua produção tangível e ninguém é dono de nada (há controvérsias quanto a isso).
Um serviço duradouro
Pensar duas vezes antes de assinar um contrato. Seria a primeira afirmação, entratando, o melhor para comentarmos aqui, está relacionado a elaboração de um contrato claro a respeito do serviço que será prestado, demonstrando que além dos seus serviços enquanto desenvolvedor, o seu cliente direto, também terá os custos de hospedagem e as possibilidades de manutenção do site. Não tente esconder essas informações, mesmo que você esteja responsável por todo o desenvolvimento do site (hospedagem, criação, implementação e manutenção do mesmo), deixe claro cada uma das etapas e os prazos para o desenvolvimento de cada uma delas.
Um site, não é um serviço para ser terminado, encerrado em uma embalagem de jornal, entregue ao seu cliente como um saco de bem perecível e jogado na porta do seu cliente com os seus cumprimentos: “Pronto terminei!”, talvez seja melhor, pensar em um pacote para esse serviço, uma cara nova, algumas outras possibilidades. Afinal a Internet hoje é uma plataforma de possibilidades, oportunidades e áreas inexploradas. Basta você escolher: fazer apenas os pequenos trabalhos e com eles continuar? Ou então, fazer os pequenos trabalhos se tornarem grandes obras?
Ou você realmente acha que todo mundo começa grande ou então que, do dia para noite vai ser uma gigante empresa na área de web?
Mensurar o seu trabalho
Vejamos alguns pontos iniciais para levarmos em consideração:
- Planejamento
- Quanto tempo será necessário?
- Qual a sua disponibilidade de tempo e conhecimento?
- Calcular seus prazos de entrega
- Possuir um provedor de serviços de hospedagem confiável (estudar as possibilidades no mercado)
- Compartilhar conhecimento e procurar alternativas
- Adapta e aprender
- Compreender o seu cliente
É necessário levá-los em consideração para qualquer início de projeto, pois a pior coisa que pode existir é você encarar o seu cliente dizendo: “Ficará pronto em uma semana” e ai, depois de uma semana… “Desculpa chefia mas não rolou terminar não!”… Clientes não são nascidos para informalidades, eles não pedem formalidade, pois consideram isso o mínimo de profissionalismo, desde do tratamento até os seus prazos!
Respeitar para ser respeitado
Agregando valor (Value)
Você irá descobrir o que o seu cliente deseja (want), quando ele lhe contar! Mas você pode prever isso, sabendo muito bem o que ele precisa (need). Observe claramente isso, e vá além. Procure surpreender, superar e fidelizar o seu cliente, com isso você vai passar a atendê-lo nas seguintes frentes:
- Product: Service – Site sob medida, dentro das normas desejáveis, utilizando de tecnologias apropriadas para o trabalho e contendo o que há das novidades do mercado que sejam aplicáveis naquela situação (não é só que todo mundo fala em usar Flash, AJAX, etc; que você irá ter que usar em tudo que produzir)
- Place: Marketing channel Internet – estamos falando de um canal que é capaz de atravessar fronteiras e fornecer soluções aos usuários (lembre-se… eles são seus verdadeiros clientes)
- Price: Project – um site não é uma receita de bolo para ser aplicada a qualquer um, se você ainda acredita em CD’s de template prontos para criar seus trabalhos, por favor jogue essa bengala fora (na verdade ela vai ser sua danação).
- Promotion: Information – o cliente precisa saber passo a passo o que está acontecendo, quando e como, para sentir segurança. Nenhum cliente quer ser obrigado a pedir para saber como anda o projeto, ele tem o direito de saber isso quando quizer.
Uma visão de marketing
O que acabamos de citar acima, relaciona os velhos conhecidos 4P’s que tem idéias complementares como o SIVA (Service, Information, Valeu e Access) e o 4C’s (Convinience, Comunication, Cost, Channel). De qualquer forma, há muito mais além disso, um prato cheio para aqueles que trabalham com estruturas (modelos) de marketing que levam em consideração os 5Cs e o STP na área estratégica para a capturação do valor. Tudo isso, cheio e siglas e conceitos, podem fazer diferenças (e não únicamente).
Nesse momento é a hora de se perguntar: “Sou capaz de fazer isso sozinho?”. Eu, pessoalmente, acredito mais nas equipes de desenvolvimento heterogêneas (administradores, publicitários, jornalistas, cientísticas e engenheiros de computação, etc.) trabalhando juntos para agregar valor a algo maior (não estou dizendo que é fácil).
Há algo mais na Internet, além do banner, além da propaganda, acima do número de visitas, há algo que tem que trazer o compartilhamento constante de informações e conhecimentos… Isso já está acontecendo, mas há o inexplorado e é justamente isso, a cada site, a cada novo projeto, que é necessário ser aprimorado, revisto e reestudado!
Não pare no tempo… Ele corre sempre… Atualize-se!
No último capítulo
Finalmente a questão preço! Agora que já descrevemos o que é o site e algumas de suas variáveis na agregação de valor do mesmo, podemos partir para o preço.
Cya
Tempo e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte I)
Iremos falar um pouco a respeito de precificação. A pergunta aqui é: O que significa colocar preço em um produto ou serviço? Mas antes mesmos de começarmos a tentar responder isso é importante ficar claro que não existe aquela fórmula mágica que muitos acham conhecer:
Preço = Custos + Lucro
Deixemos portanto esse “conceito” completamente de lado nesse e passamos a pensar da forma como as pessoas de negócios devem tratar dessa questão, ou seja, reconhecendo as variáveis, sabendo administrá-las e muitas vezes, trabalhando com suas possibilidades (talvez a chave para a chamada oportunidade).
Uma visão tradicionalista aplicada
Portanto, vamos começar do conceito mais básico, relacionado a produtos. Me permitindo um pouco da ousadia, irei dizer que muitos pensam que a precificação de um produto trata-se de analisar custos e desepesas atrelados ao mesmo, calcular a margem de contribuição e finalmente reconhecer o preço do produto com a margem apresentada que se considera lucartiva. Por outro lado, iriam dizer que é necessário analisar o valor (value) que o cliente dá para aquele determinado produto, afinal quanto o cliente está interessado em pagar por aquele produto (valor percebido e o valor agregado). Sem esquecer que, muitos clientes vinculam preço a qualidade, ou seja, “quanto mais caro melhor é”.
Essas são algumas máximas que temos hoje no dia-a-dia da precificação de um produto. No caso de serviços, a história não é muito diferente (por essa mesma ótica) a única questão é que na verdade um serviço naturalmente é intagível e geralmente não possui muitos custos agregados a ele e sim despesas.
“Simples” assim!
Agora falando em Web!
Muitas outras variáveis entram no jogo. Primeiro, caracterize: Um site é um produto ou um serviço? Partindo do princípio ele é um bem intagível, temos então, a mais forte característica de um serviço. Outro ponto a favor dessa caracterização é a questão da sua “existência” poder ser vinculada em qualquer lugar do mundo a qualquer momento (mobilidade é a palavra chave aqui). Colocando de uma forma clara vamos listar alguns tópicos a respeito:
- Mobilidade
- Criação
- Desenvolvimento
Isso são 3 passos interessantes para começarmos a falar de valor. Entretanto há mais fatores para levarmos em consideração:
- Energia Elétrica
- Conexão
- Locomoção / Comunicação (afinal você precisa visitar seu cliente as vezes ou entrar em contato com ele)
Por outro lado, dizer que acabou, estaríamos sendo simplistas para dizer a verdade, pois veja bem:
- Conhecimento
- Cliente
- Conteúdo
Observe que eu não entrei no mérito do Know-how (ou experiência como preferir), pois em termos de web, pessoalmente considero que há sempre uma necessidade de contínuo aprendizado. Para dizer a verdade, todas as áreas possuem essa característica, entretanto, quando se trata com tecnologia / informática, é necessário estar atento as vários processos evolutivos. E ai entramos na questão risco! Afinal, tamanhos de projetos, tempo de conclusão do mesmo e equipes de desenvolvimento, tudo isso atrelado as inúmeras possibilidades de desenvolvimento desse serviço (site). A premissa aqui é que você precisa estar sempre “funcionando” ativamente, procurando agregar valor ao conhecimento estruturado e conciente dos caminhos que serão tomados para aquele projeto em especial, além de considerar toda a gama de decisões que deverão ser tomadas para transformar o projeto de uma idéia em um algo concreto (irônicamente intangível).
E é claro que não poderia deixar de lado. Duas peças fundamentais, o cliente e o conteúdo (como citados acima). Afinal, trabalhar com o conteúdo, saber e entender que muitas vezes nem o detendor deste não irá lhe repassar toda informação necessária acarretando à você a responsabilidade de construir (por necessidade inclusive) o que realmente aquele site deverá repassar para o público externo. Na questão cliente, teremos sempre dois níveis de situação para levar em consideração (1) Canal de Nível 0: O cliente que você atende é você mesmo (um blog, site pessoal de autopromoção, site da sua empresa ou corporação que você mesmo desenvolva). (2) Canal de Nível 1: Existe um intermediário entre você o cliente final e esse intermediário é o SEU próprio cliente; compreender o público que o seu cliente quer atingir vai muito além do que sentar com ele uma hora e ouvir o que ele deseja, você terá que ir além disso.
Questões para levar para cama
Portanto, temos algumas situações interessantes aqui. E por isso mesmo eu deixo algumas perguntas para o final desse post: Você AINDA acredita em sites de R$50,00? Acha mesmo que Webdesign continua sendo um trabalho sem necessidade de contratos? Ou ainda acredita que, fazer site é a alma de tudo e que basta ter muitos clientes? Ahhh sim, e antes que eu me esqueça, você já ouviu falar sobre “antecipar venda” e “pós-venda”? Por favor, acho que é um momento bastante interessante para começarmos a questionar isso!
No próximo episódio…
Nos próximos posts (mais duas partes) iremos tratar do que é o site e os valores agregados a eles. E finalmente na nossa terceira parte, iremos tratar a questão do valor (financeiro, quanto vale um site efetivamente e valores mínimos com relação a mercado) na visão do cliente (B2C ou B2B).
Espero vocês em breve ^^
Cya
Agradecimentos especiais
MX Studio:
Aos colunias: Fabino Fernandes e Rochester Oliveira pela apresentação sobre Web 2.0 e Uusabilidade na minha aula de Webdesigner.
Ao administrador: Fábio Ricotta pelo apoio, visita à apresentação de hoje e pela idéia do post durante a conversa enquanto a gente tomava açaí ^^
Geeks – Who… What??
O Post de hoje está baseado em uma reportagem traduzida que um amigo indicou de um blog (http://zyakannazio.eti.br/fudeblog/2006/06/20/como-nao-liderar-geeks/) e que acabou me dando a idéia para essa publicação.
Introdução
Traduzir a expressão Geek seria o mesmo que tentar demonstrar com palavras uma verdadeira expressão idiomática, em todo caso, podemos chamar de Geek: “os caras que entendem de informática”, “Administradores de redes”, “Hackers”, “Fodões da informática”, etc. Na verdade são aqueles que trabalham com a informação digital e sabem manipular esses dados gerando informação para quem precisa.
Portanto, dizer que são um bando de Nerds que vivem escondidos atrás de telas frias de computador, é muito mais do que um equívoco, pois estamos falando realmente de isolamento desse tipo de perfil de profissional. Muitos administradores tem a tendência natural de gerar um certo pré-conceito a respeito desse profissional, observando-o apenas como uma peça operacional e não como uma fonte de apoio estratégico.
Para dizer a verdade, a idéia não é apenas ver os Geeks como fonte de apoio estratégico, e sim toda a estrutura organizacional direcionada e conhecedora do foco estratégico vigente na empresa. Entretanto isso é um assunto para outro post!
Peguei algumas partes do post original e vou comentar a respeito delas logo abaixo. Então vamos lá:
“Quando os geeks da NCR Austrália ameaçaram entrar em greve, foi uma movimentação que poderia paralisar ATMs, caixas de supermercado e máquinas de check-in nos aeroportos. Este fato mostra que TI se tornou tão central em praticamente todas as corporações, que qualquer paralisação poderá custar muito tempo e dinheiro, o que significa também que manter os geeks felizes no trabalho é obrigatório nas empresas modernas. Geeks felizes são geeks eficientes.”
Muitas organizações e administradores de certa forma, (assim como os usuários), só sentem falta da informática quando ela dá problema, ou seja, na cabeça de muitos tudo deve funcionar, afinal são apenas máquinas e nada mais. Esse é o primeiro erro da nossa cultura, afinal os problemas, se dão por 2 motivos (a grosso modo): 1) Hardware e Software (equipamento e programas) e 2) Má utilização da unidade de trabalho (usuário sem conhecimento). Acho que essa parte inicial do artigo, deixa bem claro que computadores não funcionam sem pessoas!
“Algumas pessoas chegam à conclusão que geeks odeiam gerentes e são impossíveis de liderar. A expressão ‘administrar geeks é como pastorear gatos’ (N.T: do inglês “managing geeks is like herding cats”) é usada às vezes, mas está errada. O fato é que o pessoal de TI detesta gerenciamento ruim e tem menos tolerância com relação a isso que outros empregados.”
Temos dois lados da mesma moeda! Afinal gerenciar uma equipe tecnológica nem sempre quer dizer lidar com a situação de lidar com a estrutura de uma empresa de manufatura (por exemplo). O produto dessa área é o conhecimento e a inteligência, isso sem levar em consideração as possibilidades de evolução, o que acaba sendo um equilíbrio muito dificil de alcançarmos, afinal, temos tecnologias que são lançadas a cada bimestre, e a pergunta é, como direcionar as equipes de TI para esses conhecimentos que podem ser um investimento perdido? TRADEOFF essa é a palavra chave, ou seja, alto RISCO alto RETORNO ou alta PERDA, nesse caso o foco deve estar voltado no mercado, analisar cada passo e contar com o apoio do próprio pessoal de TI FALANDO A MESMA LINGUA que os administradores. Isto é, não devemos colocar todo mundo dentro de uma sala e falar horas e horas, o objeito é colocar todo mundo dentro de uma sala e conseguir entender o que é conversado.
O artigo apresenta alguns pontos do erro da administração/gerenciamento desse pessoal, com base nos conhecimentos adquiridos pelo autor do mesmo, entretanto, mais do que experiências, fica claro algumas falhas, como eu vou citar, pelo menos as que são mais claras a serem notadas:
1- Ignorar o treinamento (Falha RH)
O treinamento, passa a ser um desafio, reconhece e entender qual o momento ou não para se investir num treinamento para o grupo responsável por esse área. Entretanto, se você tem uma área de TI (seja dentro de uma empresa ou sendo uma empresa em si), um fato é verdade, cautela é necessária, mas não confunda isso com segurança, observe e tenha respostas rápidas, peça para ser convencido de que o treinamento é válido e compreenda que TI é uma área que tende a P&D, ou seja, alguns investimentos demandam tempo para que exista retorno e o mesmo poderá (e será muitas vezes) não financeiro.
2- Não dar o reconhecimento (Falha Projetos/Operações)
O artigo nesse ponto é bem claro quando cita a necessidade do trabalho em grupo, a definição de objetivos comuns e das atividades que devem ser desenvolvidas para essa área. Um fator interessante que as vezes me deixa intrigado com a área de TI, é que os administradores tendem a isolar essa área, por não compreenderem ou não desejarem compreender suas funções, isto é, torna-se apenas o chamado trabalho de macaco, “eu mando e você obedece”. Devemos lembrar que a época da escravidão já passou, equipes de TI são feitas para trabalhar juntas, (por isso se chamam equipes) e aos administadores cabe a idéia da visão geral a explanação das necessidades e também o acompanhamento (Qualidade – PDCA). Se a administração ficar na inércia mantendo-se obstante do que acontece nessa área, podemos dizer que ela na verdade está investindo num retardo do seu crescimento.
3- Planejar muita hora extra (Falha RH/Projetos)
E quem disse que o pessoal de TI não descansa? Mesmo que seja a idéia do paradigma que os profissionais de TI dormem pouco, isso não quer dizer que eles trabalham todo o tempo que ficam acordados. Geralmente esse erro nas horas extras é bem vinculado ao fato do segundo ponto demonstrado acima, a falta de comunicação e de entrega do que realmente precisa ser feito, ou o prazo curto ou longo demais para o desenvolvimento da atividade, (pois o administrador não tem noção do quanto tempo será gasto e conseqüêntemente negocia errado). O desfecho disso é que acarreta em trabalhos corridos, cheio de erros e no caso sem nenhuma motivação.
Podemos dizer que é constatado que o profissional de TI trabalha 4 horas por dia, as outras teóricas 4 ou 2 horas são destinadas a estudo, atualização de informações e troca de conhecimento, portanto não acredite que ele irá render em horas extras da mesma forma.
4- Usar “gerentês” (Falha Comunicação)
Também conhecido como o sabichão, “o cara que entende tudo” e tem necessidade de mandar! Se você for um desses, me desculpe, mas trabalhar junto com o pessoal de TI será inviável, e não apenas de TI. Entretanto o fato vale para o outro lado, muitas vezes os próprios Geeks já tem a visão autosuficiente de trabalho, o que acaba dificulando qualquer aproximação administrativa. Nesse caso, temos que levar em consideração alguns fatores: 1) É necessário que o pessoal de TI esteja aberto a ceder, condizendo com as mudanças e aceitar a liderança; 2) O administrador tem que estar pronto para ampliar seus conhecimentos, entender os processos e compreender os projetos de desenvolvimento.
Nós podemos falar a mesma lingua, mas é necessário que o dialeto seja igual de ambas as partes.
5- Tentar ser mais esperto que os geeks (Falha Comunicação)
Saber pedir ajuda, reconhecer os seus limites e principalmente querer se ater dos fatos vira um prazer para os Geeks no sentido de poder estar agregando valor. Como eu disse, a visão geral do administrador é peça chave para poder demonstrar e transoformar as necessidades de um cliente em um projeto concreto que gere lucratividade. Mas isso não quer dizer que o pessoal de TI tenha que ficar obstante, principalmente se a produção desse projeto é por parte deles, seja direta ou indiretamente. Em TI sempre é necessário que os membros se sintam parte do todo!
6- Agir de forma inconsistente (Falha Projetos/Operações)
Esse é um erro conseqüênte, ou seja, geralmente ele vem por causa dos dois últimos fatores acima, pois gera justamente aquela situação desagradável do manda e desmanda, pedir uma coisa e depois mudar o rumo. Se deixarmos chegar a esse ponto de problema é bom que a equipe de TI e os administradores já estejam ciente de que, invarialmente, acarretará em atrasos nos projetos e insatisfação do cliente (interno ou externo).
7- Ignorar os geeks (Falha Projetos/Operações)
Não é diferente gerenciar grupo de Geeks e grupos de pessoas. Na verdade a idéia é transformar esse mero grupo em uma equipe, um time. Portanto, todas as mesmas dificuldades de gerenciamento de equipes já tão conhecido pelos administradores se encaixam normalmente aqui (lembre-se, estamos falando de pessoas e não de máquinas). Os Geeks também precisam de liderença e não de um mandante.
8- Tomar decisões sem consultá-los (Falha RH/Projetos)
As decisões são feitas para serem tomadas em equipe, discutidas e apoiadas por ela. Infelizmente, nem sempre será possível o consenso, mas o foco deve ser sempre um, o bem estar e o crescimento da empresa, como um todo. Qualquer alteração em um projeto, ou em algum trabalho desenvolvido sempre deve ser bem claro.
Se os Geeks estiverem bem informados eles serão os primeiros a facilitar o fluxo de processos e atividades dentro da empresa, pois na verdade, é esse o trabalho deles!
9- Não lhes dar as ferramentas necessárias (Falha Financeiro/TI)
Ilusão pensar que isso não seria um ponto de desencontro. Os administradores farão de tudo para controlar os investimentos, pois são educados para estudar o fluxo de caixa visando o aumento da diferença entre as entradas e saídas, gerando o chamado crescimento da riqueza do investidor (Lucro é ilusão fiscal, o FC é o que importa). Por outro lado, os membros de TI, terão a tendência de pedir sempre por algo inovador e novo, e como já citamos, sem necessáriamente receita financeira. Portanto, como jogar com isso? Como ponderar entre uma coisa e outra e quais seriam os casos? Isso será um post completamente a parte, para discutirmos.
10- Esquecer que geeks são trabalhadores criativos (Falha RH/Administração)
Cuidar de servidores, programar, entender “dos paus” do computador, essas são apenas algumas tarefas mas, nenhuma delas é uma coisa simplesmente exata, puro números e cálculos sem nenhuma outra interação. Vejamos a própria Internet (WWW como alguns insistem em apenas ver), é uma prova concreta que vai muito além, em termos de criatividade e inovação! Os membros de TI tem a necessidade de continuar em plena inovação e MUITAS VEZES a necessidade e o desejo de criar algo novo, inigualável. Os exemplos falam por si só: Microsoft, Google, Oracle, etc.
TI é uma área que trabalha com uma arte, a fina arte da comunicação por meio digital (e não apenas da comunicação digital)
Concluindo
Acredtiamos que hoje está ficando cada vez mais claro que computadores são máquinas que não funcionam sozinhas. E as pessoas que são responsáveis por elas, devem ser respeitadas como tal, não sendo apenas reconhecidas como “o cara que trabalha com os computadores” ou então “o nerd da sala fechada”, estamos falando de profissionais altamente qualificados, do mesmo nível de conhecimento e de intelecto, que necessitam de treinamento, discussões, liderança e motivações.
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Recentes
- Outsourcing – Que prática é essa?
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- Marketing SEO – Context
- Marketing e SEO – Clients
- Marketing na Internet
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- Tempo e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte I)
- Fator Cultural
- Geeks – Who… What??
- Here we go!
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