Outsourcing – Que prática é essa?
Olá caros leitores
Acredito ter encontrado um assunto diferenciado, e ao mesmo tempo bastante abrangente para iniciar uma discussão a respeito. Afinal, é a área de atuação da minha atual empresa (de uma delas) e futuramente tem tudo a dispor para uma estrutura ainda mais inteligente para angariar valores para clientes, fornecedores e a própria prestadora de serviço.
Antes de falar de modelos e métodos
Precisamos inicialmente definir o que é outsourcing e em que áreas ele pode ser aplicável. Primeiramente vamos desmistificar que outsourcing é apenas terceirização, infelizmente essa expressão perdeu bastante o seu foco, pois várias empresas provedoras de sourcing (aquelas que atendem empresas que praticam outsourcing), acabaram por não atender as expectativas dos clientes e por sua vez, perderam essas contas.
Portanto, uma empresa que pratica outsourcing busca exonerar do cliente as atividades que não fazem parte do “core business” diretamente, ou seja, todas as atividades que podem ser delegadas para empresas ou prestadores de serviços especializados que levam consigo a responsabilidade da manutenção desse serviço. Um caso muito comum disso, são os próprios escritórios de contabilidade, que na verdade praticam a terceirização (sem nenhum diferencial competitivo).
Tal afirmação gera a seguinte pergunta: “Mas por que as empresas de grande porte tem então esses tipos de setores?” A resposta é simples, por causa do fluxo e a velocidade na transação quando a mesma ocorre em loco. “Então… Outsourcing não é bom negócio?” A resposta seria a seguinte: “Depende”, pois será que existe alguma empresa de contabilidade que atue com o mesmo nível de velocidade, ou que, assuma o risco da empresa para acelerar seus processos com ela, dando todo o suporte e assessoria, no acompanhamento da legislação e das peculiaridades da empresa?
Com isso, há como afirmar que, há uma necessidade existente no mercado, o desafio, não é apenas ser inovador na forma da exposição do serviço, mas também, na oferta completa que será entregue ao cliente para facilitar a vida dele (incluindo toda uma gama de produtos e serviços integrados).
Como é formado a Onda?
De todas as áreas possíveis para o outsourcing, TI é a mais viável (focada obviamente nas empresas que não tem isso como fim), e ao mesmo tempo é a mais interessante para isso. Incialmente os motivos para isso, é que a área de TI são as mais atualizáveis, variáveis e complexas no seu acompanhamento e até mesmo planejamento, que quando não é feito por pessoas que sejam ligadas diretamente a isso e/ou que não possuam o devido incentivo para o seu desenvolvimento, o resultado acaba sendo desmotivador e em algumas vezes desastroso.
O Outsourcing verdadeiro (na área de TI) é aquele que é capaz de atender as necessidades de tecnologia do cliente, voltadas para que o mesmo tenha acesso a manipular os dados e receber informações para uma tomada de decisão efetiva. O cliente, não compreende toda a “parafernalha” de equipamentos, sistemas, estrutura que será necessário, e de uma certa forma, ele nem tem a obrigação de saber. O que ele precisa é de uma solução participativa.
Porém o que se vê nesse setor são apenas grandes empresas sendo capazes de utilizar esse recurso. A questão mais interessante é que algumas dessas empresas só notaram que poderiam utilizar esse recurso, quando já estavam grandes demais e ai notaram que sustentar uma estrutura de tecnologia (que não é o foco de várias empresas) tornava-se não somente oneroso, como também inviável muitas vezes.
Mas nem tudo são Mares de Rosas
Afinal, os desafios são muito maiores do que apenas a boa intenção de uma solução que seja capaz de atender o cliente em tudo que ele precisa. Muitas empresas, naufragaram e naufragam nessa tentativa, por confundir TI únicamente com tecnologia e esquecer que existe uma série de fatores agregado a isso (pessoas, marketing, finanças, etc.)
Acredito que isso já é um bom começo para iniciar um pouco de discussão a respeito.
Espero que gostem e aguardo comentários.
Cya
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