Tempo e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte I)
Iremos falar um pouco a respeito de precificação. A pergunta aqui é: O que significa colocar preço em um produto ou serviço? Mas antes mesmos de começarmos a tentar responder isso é importante ficar claro que não existe aquela fórmula mágica que muitos acham conhecer:
Preço = Custos + Lucro
Deixemos portanto esse “conceito” completamente de lado nesse e passamos a pensar da forma como as pessoas de negócios devem tratar dessa questão, ou seja, reconhecendo as variáveis, sabendo administrá-las e muitas vezes, trabalhando com suas possibilidades (talvez a chave para a chamada oportunidade).
Uma visão tradicionalista aplicada
Portanto, vamos começar do conceito mais básico, relacionado a produtos. Me permitindo um pouco da ousadia, irei dizer que muitos pensam que a precificação de um produto trata-se de analisar custos e desepesas atrelados ao mesmo, calcular a margem de contribuição e finalmente reconhecer o preço do produto com a margem apresentada que se considera lucartiva. Por outro lado, iriam dizer que é necessário analisar o valor (value) que o cliente dá para aquele determinado produto, afinal quanto o cliente está interessado em pagar por aquele produto (valor percebido e o valor agregado). Sem esquecer que, muitos clientes vinculam preço a qualidade, ou seja, “quanto mais caro melhor é”.
Essas são algumas máximas que temos hoje no dia-a-dia da precificação de um produto. No caso de serviços, a história não é muito diferente (por essa mesma ótica) a única questão é que na verdade um serviço naturalmente é intagível e geralmente não possui muitos custos agregados a ele e sim despesas.
“Simples” assim!
Agora falando em Web!
Muitas outras variáveis entram no jogo. Primeiro, caracterize: Um site é um produto ou um serviço? Partindo do princípio ele é um bem intagível, temos então, a mais forte característica de um serviço. Outro ponto a favor dessa caracterização é a questão da sua “existência” poder ser vinculada em qualquer lugar do mundo a qualquer momento (mobilidade é a palavra chave aqui). Colocando de uma forma clara vamos listar alguns tópicos a respeito:
- Mobilidade
- Criação
- Desenvolvimento
Isso são 3 passos interessantes para começarmos a falar de valor. Entretanto há mais fatores para levarmos em consideração:
- Energia Elétrica
- Conexão
- Locomoção / Comunicação (afinal você precisa visitar seu cliente as vezes ou entrar em contato com ele)
Por outro lado, dizer que acabou, estaríamos sendo simplistas para dizer a verdade, pois veja bem:
- Conhecimento
- Cliente
- Conteúdo
Observe que eu não entrei no mérito do Know-how (ou experiência como preferir), pois em termos de web, pessoalmente considero que há sempre uma necessidade de contínuo aprendizado. Para dizer a verdade, todas as áreas possuem essa característica, entretanto, quando se trata com tecnologia / informática, é necessário estar atento as vários processos evolutivos. E ai entramos na questão risco! Afinal, tamanhos de projetos, tempo de conclusão do mesmo e equipes de desenvolvimento, tudo isso atrelado as inúmeras possibilidades de desenvolvimento desse serviço (site). A premissa aqui é que você precisa estar sempre “funcionando” ativamente, procurando agregar valor ao conhecimento estruturado e conciente dos caminhos que serão tomados para aquele projeto em especial, além de considerar toda a gama de decisões que deverão ser tomadas para transformar o projeto de uma idéia em um algo concreto (irônicamente intangível).
E é claro que não poderia deixar de lado. Duas peças fundamentais, o cliente e o conteúdo (como citados acima). Afinal, trabalhar com o conteúdo, saber e entender que muitas vezes nem o detendor deste não irá lhe repassar toda informação necessária acarretando à você a responsabilidade de construir (por necessidade inclusive) o que realmente aquele site deverá repassar para o público externo. Na questão cliente, teremos sempre dois níveis de situação para levar em consideração (1) Canal de Nível 0: O cliente que você atende é você mesmo (um blog, site pessoal de autopromoção, site da sua empresa ou corporação que você mesmo desenvolva). (2) Canal de Nível 1: Existe um intermediário entre você o cliente final e esse intermediário é o SEU próprio cliente; compreender o público que o seu cliente quer atingir vai muito além do que sentar com ele uma hora e ouvir o que ele deseja, você terá que ir além disso.
Questões para levar para cama
Portanto, temos algumas situações interessantes aqui. E por isso mesmo eu deixo algumas perguntas para o final desse post: Você AINDA acredita em sites de R$50,00? Acha mesmo que Webdesign continua sendo um trabalho sem necessidade de contratos? Ou ainda acredita que, fazer site é a alma de tudo e que basta ter muitos clientes? Ahhh sim, e antes que eu me esqueça, você já ouviu falar sobre “antecipar venda” e “pós-venda”? Por favor, acho que é um momento bastante interessante para começarmos a questionar isso!
No próximo episódio…
Nos próximos posts (mais duas partes) iremos tratar do que é o site e os valores agregados a eles. E finalmente na nossa terceira parte, iremos tratar a questão do valor (financeiro, quanto vale um site efetivamente e valores mínimos com relação a mercado) na visão do cliente (B2C ou B2B).
Espero vocês em breve ^^
Cya
Agradecimentos especiais
MX Studio:
Aos colunias: Fabino Fernandes e Rochester Oliveira pela apresentação sobre Web 2.0 e Uusabilidade na minha aula de Webdesigner.
Ao administrador: Fábio Ricotta pelo apoio, visita à apresentação de hoje e pela idéia do post durante a conversa enquanto a gente tomava açaí ^^
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