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Contexto da Administração Tecnológica

Fator Cultural

Acredito que muitos já devem ter visto essa frase em algum computador nos últimos dois meses: “Você pode estar sendo vítima de falsificação de Software”. Isso ocorreu, por causa de uma atualização do sistema operacional (Windows XP), ou melhor, da atualização de prioridade altíssima de segurança, ou como ficou conhecida também, como uma atualização de altíssima falha de segurança.

Visão usuário
Muitos usuários, nem tem conhecimento do que instalaram na máquina, veja bem, afinal usuários não tem a menor obrigação de compreender o que significa risco de invasão (atenção ao compreender, ao menos precisam conhecer e saber da existência desse risco). E ainda ficam bravos quando alguma coisa assim acontece, dizendo como sempre que a culpa é do computador. Admitir a falha de alguma coisa ilícita que entra em um computador é uma coisa, agora ser “traído” por um mecanismo que deveria proteger é outra.

Agora sejamos Administradores
Espere e pense um pouco: Você deveria ter comprado o software, afinal para usar o produto de alguém (ou serviço) você deveria pagar por isso, pois você escolheu aquele produto, assim como hoje podemos escolher marcas de televisão, canais de TV, filmes para assistir no cinema ou mesmo a roupa para sair, tudo isso você pagou com seu trabalho, ou foi lhe dado por alguém como presente. É talvez seja estranho imaginar ganhar um box do Windows XP ou do Office 2003, afinal, piratiar é tão fácil e simples (pega o CD coloca no gravador e pronto… digamos que seja isso), será mesmo que essa é a idéia justa para se trabalhar?

O motivo que me levou a começar esse post com aqueles comentários (visão usuário), foi justamente para procurar demonstrar como é o pensamento mais comum, ou seja, sempre encarar como um absurdo o fato de ser invadido, mas esquecer por completo de uma coisa chamada DIREITOS AUTORAIS. Não estou justificando o erro da Microsoft, afinal foi um erro, invadir e saber o que há no computador do cliente (até que ponto esse acesso é aberto isso é desconhecido), pegar essas informações toda vez que o computador está ligado e enviar diretamente para os servidores da empresa, sem dúvida caracteriza invasão de privacidade, mas nem por isso podemos dizer que é certo também (na posição usuário ou empresa) de ficar utilizando discriminadamente um produto que deveria ser pago.

Afinal os preços podem ser altos ou baixos para o licenciamento, não vamos entrar nesse mérito aqui, mas encaremos o fato da seguinte forma existem soluções mais baratas no primeiro momento, só se pergunte se você está interessado em arcar com os custos de treinamento, preparação e administração de novas ferramentas. E nesse ponto, eu tenho que tirar o chapéu para a Microsoft, pois querendo ou não, somos quase todos (para não generalizar) viciados em plataformas Windows. Portanto, a questão é sustentar o seu vício.

Pense um pouco e se pergunte sobre as discussões que alguns usários (e isso inclui todos nós) tem com os responsáveis de TI dentro de uma empresa, eles condenam a utilização de ferramentas P2P para baixar músicas MP3 no computador e não lhe dão permissão para instalar nada no micro que não seja devidamente informado e necessário. Talvez seja nesse momento que temos que ponderar um pouco mais e entender que sempre existirá uma fina diferença entre computadores domésticos (pessoais) e computadores da corporação.

Finalizando
Temos uma questão cultural para se levar em consideração, temos uma legislação para levarmos em consideração, temos ainda punições para levarmos em consideração. Portanto, analisar isso de forma mais racional e acreditar que o cerco à pirataria vem se fechando cada vez mais é uma verdade, agora cabe a você decidir se sua instituição irá ficar dentro deste cerco ou fora dele.

7, Agosto 2006 Publicado por Rodrigo Modena | Administração | | 1 Comentário