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Contexto da Administração Tecnológica

Papel e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte II)

Olá leitores ^^

Nessa segunda parte, sobre a questão de precificação, vamos falar um pouco sobre o que é um site e também do que vem a ser o valor agregado a ele. Portanto vamos partir do seguinte princípio: iremos tratar o site como um projeto relacionado a serviços, ou seja, um produto intangível que no final de sua produção tangível e ninguém é dono de nada (há controvérsias quanto a isso).

Um serviço duradouro
Pensar duas vezes antes de assinar um contrato. Seria a primeira afirmação, entratando, o melhor para comentarmos aqui, está relacionado a elaboração de um contrato claro a respeito do serviço que será prestado, demonstrando que além dos seus serviços enquanto desenvolvedor, o seu cliente direto, também terá os custos de hospedagem e as possibilidades de manutenção do site. Não tente esconder essas informações, mesmo que você esteja responsável por todo o desenvolvimento do site (hospedagem, criação, implementação e manutenção do mesmo), deixe claro cada uma das etapas e os prazos para o desenvolvimento de cada uma delas.

Um site, não é um serviço para ser terminado, encerrado em uma embalagem de jornal, entregue ao seu cliente como um saco de bem perecível e jogado na porta do seu cliente com os seus cumprimentos: “Pronto terminei!”, talvez seja melhor, pensar em um pacote para esse serviço, uma cara nova, algumas outras possibilidades. Afinal a Internet hoje é uma plataforma de possibilidades, oportunidades e áreas inexploradas. Basta você escolher: fazer apenas os pequenos trabalhos e com eles continuar? Ou então, fazer os pequenos trabalhos se tornarem grandes obras?

Ou você realmente acha que todo mundo começa grande ou então que, do dia para noite vai ser uma gigante empresa na área de web?

Mensurar o seu trabalho
Vejamos alguns pontos iniciais para levarmos em consideração:

  • Planejamento
  • Quanto tempo será necessário?
  • Qual a sua disponibilidade de tempo e conhecimento?
  • Calcular seus prazos de entrega
  • Possuir um provedor de serviços de hospedagem confiável (estudar as possibilidades no mercado)
  • Compartilhar conhecimento e procurar alternativas
  • Adapta e aprender
  • Compreender o seu cliente

É necessário levá-los em consideração para qualquer início de projeto, pois a pior coisa que pode existir é você encarar o seu cliente dizendo: “Ficará pronto em uma semana” e ai, depois de uma semana… “Desculpa chefia mas não rolou terminar não!”… Clientes não são nascidos para informalidades, eles não pedem formalidade, pois consideram isso o mínimo de profissionalismo, desde do tratamento até os seus prazos!

Respeitar para ser respeitado ;)

Agregando valor (Value)
Você irá descobrir o que o seu cliente deseja (want), quando ele lhe contar! Mas você pode prever isso, sabendo muito bem o que ele precisa (need). Observe claramente isso, e vá além. Procure surpreender, superar e fidelizar o seu cliente, com isso você vai passar a atendê-lo nas seguintes frentes:

  • Product: Service – Site sob medida, dentro das normas desejáveis, utilizando de tecnologias apropriadas para o trabalho e contendo o que há das novidades do mercado que sejam aplicáveis naquela situação (não é só que todo mundo fala em usar Flash, AJAX, etc; que você irá ter que usar em tudo que produzir)
  • Place: Marketing channel Internet – estamos falando de um canal que é capaz de atravessar fronteiras e fornecer soluções aos usuários (lembre-se… eles são seus verdadeiros clientes)
  • Price: Project – um site não é uma receita de bolo para ser aplicada a qualquer um, se você ainda acredita em CD’s de template prontos para criar seus trabalhos, por favor jogue essa bengala fora (na verdade ela vai ser sua danação).
  • Promotion: Information – o cliente precisa saber passo a passo o que está acontecendo, quando e como, para sentir segurança. Nenhum cliente quer ser obrigado a pedir para saber como anda o projeto, ele tem o direito de saber isso quando quizer.

Uma visão de marketing
O que acabamos de citar acima, relaciona os velhos conhecidos 4P’s que tem idéias complementares como o SIVA (Service, Information, Valeu e Access) e o 4C’s (Convinience, Comunication, Cost, Channel). De qualquer forma, há muito mais além disso, um prato cheio para aqueles que trabalham com estruturas (modelos) de marketing que levam em consideração os 5Cs e o STP na área estratégica para a capturação do valor. Tudo isso, cheio e siglas e conceitos, podem fazer diferenças (e não únicamente).

Nesse momento é a hora de se perguntar: “Sou capaz de fazer isso sozinho?”. Eu, pessoalmente, acredito mais nas equipes de desenvolvimento heterogêneas (administradores, publicitários, jornalistas, cientísticas e engenheiros de computação, etc.) trabalhando juntos para agregar valor a algo maior (não estou dizendo que é fácil).

Há algo mais na Internet, além do banner, além da propaganda, acima do número de visitas, há algo que tem que trazer o compartilhamento constante de informações e conhecimentos… Isso já está acontecendo, mas há o inexplorado e é justamente isso, a cada site, a cada novo projeto, que é necessário ser aprimorado, revisto e reestudado!

Não pare no tempo… Ele corre sempre… Atualize-se!

No último capítulo
Finalmente a questão preço! Agora que já descrevemos o que é o site e algumas de suas variáveis na agregação de valor do mesmo, podemos partir para o preço.

Cya

28, Agosto 2006 Publicado por Rodrigo Modena | Administração, Equipes de TI | | Sem comentários ainda

Tempo e Dinheiro – Quanto Vale um Site (Parte I)

Iremos falar um pouco a respeito de precificação. A pergunta aqui é: O que significa colocar preço em um produto ou serviço? Mas antes mesmos de começarmos a tentar responder isso é importante ficar claro que não existe aquela fórmula mágica que muitos acham conhecer:

Preço = Custos + Lucro

Deixemos portanto esse “conceito” completamente de lado nesse e passamos a pensar da forma como as pessoas de negócios devem tratar dessa questão, ou seja, reconhecendo as variáveis, sabendo administrá-las e muitas vezes, trabalhando com suas possibilidades (talvez a chave para a chamada oportunidade).

Uma visão tradicionalista aplicada
Portanto, vamos começar do conceito mais básico, relacionado a produtos. Me permitindo um pouco da ousadia, irei dizer que muitos pensam que a precificação de um produto trata-se de analisar custos e desepesas atrelados ao mesmo, calcular a margem de contribuição e finalmente reconhecer o preço do produto com a margem apresentada que se considera lucartiva. Por outro lado, iriam dizer que é necessário analisar o valor (value) que o cliente dá para aquele determinado produto, afinal quanto o cliente está interessado em pagar por aquele produto (valor percebido e o valor agregado). Sem esquecer que, muitos clientes vinculam preço a qualidade, ou seja, “quanto mais caro melhor é”.

Essas são algumas máximas que temos hoje no dia-a-dia da precificação de um produto. No caso de serviços, a história não é muito diferente (por essa mesma ótica) a única questão é que na verdade um serviço naturalmente é intagível e geralmente não possui muitos custos agregados a ele e sim despesas.

“Simples” assim!

Agora falando em Web!
Muitas outras variáveis entram no jogo. Primeiro, caracterize: Um site é um produto ou um serviço? Partindo do princípio ele é um bem intagível, temos então, a mais forte característica de um serviço. Outro ponto a favor dessa caracterização é a questão da sua “existência” poder ser vinculada em qualquer lugar do mundo a qualquer momento (mobilidade é a palavra chave aqui). Colocando de uma forma clara vamos listar alguns tópicos a respeito:

  • Mobilidade
  • Criação
  • Desenvolvimento

Isso são 3 passos interessantes para começarmos a falar de valor. Entretanto há mais fatores para levarmos em consideração:

  • Energia Elétrica
  • Conexão
  • Locomoção / Comunicação (afinal você precisa visitar seu cliente as vezes ou entrar em contato com ele)

Por outro lado, dizer que acabou, estaríamos sendo simplistas para dizer a verdade, pois veja bem:

  • Conhecimento
  • Cliente
  • Conteúdo

Observe que eu não entrei no mérito do Know-how (ou experiência como preferir), pois em termos de web, pessoalmente considero que há sempre uma necessidade de contínuo aprendizado. Para dizer a verdade, todas as áreas possuem essa característica, entretanto, quando se trata com tecnologia / informática, é necessário estar atento as vários processos evolutivos. E ai entramos na questão risco! Afinal, tamanhos de projetos, tempo de conclusão do mesmo e equipes de desenvolvimento, tudo isso atrelado as inúmeras possibilidades de desenvolvimento desse serviço (site). A premissa aqui é que você precisa estar sempre “funcionando” ativamente, procurando agregar valor ao conhecimento estruturado e conciente dos caminhos que serão tomados para aquele projeto em especial, além de considerar toda a gama de decisões que deverão ser tomadas para transformar o projeto de uma idéia em um algo concreto (irônicamente intangível).

E é claro que não poderia deixar de lado. Duas peças fundamentais, o cliente e o conteúdo (como citados acima). Afinal, trabalhar com o conteúdo, saber e entender que muitas vezes nem o detendor deste não irá lhe repassar toda informação necessária acarretando à você a responsabilidade de construir (por necessidade inclusive) o que realmente aquele site deverá repassar para o público externo. Na questão cliente, teremos sempre dois níveis de situação para levar em consideração (1) Canal de Nível 0: O cliente que você atende é você mesmo (um blog, site pessoal de autopromoção, site da sua empresa ou corporação que você mesmo desenvolva). (2) Canal de Nível 1: Existe um intermediário entre você o cliente final e esse intermediário é o SEU próprio cliente; compreender o público que o seu cliente quer atingir vai muito além do que sentar com ele uma hora e ouvir o que ele deseja, você terá que ir além disso.

Questões para levar para cama
Portanto, temos algumas situações interessantes aqui. E por isso mesmo eu deixo algumas perguntas para o final desse post: Você AINDA acredita em sites de R$50,00? Acha mesmo que Webdesign continua sendo um trabalho sem necessidade de contratos? Ou ainda acredita que, fazer site é a alma de tudo e que basta ter muitos clientes? Ahhh sim, e antes que eu me esqueça, você já ouviu falar sobre “antecipar venda” e “pós-venda”? Por favor, acho que é um momento bastante interessante para começarmos a questionar isso!

No próximo episódio…
Nos próximos posts (mais duas partes) iremos tratar do que é o site e os valores agregados a eles. E finalmente na nossa terceira parte, iremos tratar a questão do valor (financeiro, quanto vale um site efetivamente e valores mínimos com relação a mercado) na visão do cliente (B2C ou B2B).

Espero vocês em breve ^^
Cya

Agradecimentos especiais
MX Studio:
Aos colunias: Fabino Fernandes e Rochester Oliveira pela apresentação sobre Web 2.0 e Uusabilidade na minha aula de Webdesigner.
Ao administrador: Fábio Ricotta pelo apoio, visita à apresentação de hoje e pela idéia do post durante a conversa enquanto a gente tomava açaí ^^

26, Agosto 2006 Publicado por Rodrigo Modena | Administração, Equipes de TI | | 5 Comentários

Fator Cultural

Acredito que muitos já devem ter visto essa frase em algum computador nos últimos dois meses: “Você pode estar sendo vítima de falsificação de Software”. Isso ocorreu, por causa de uma atualização do sistema operacional (Windows XP), ou melhor, da atualização de prioridade altíssima de segurança, ou como ficou conhecida também, como uma atualização de altíssima falha de segurança.

Visão usuário
Muitos usuários, nem tem conhecimento do que instalaram na máquina, veja bem, afinal usuários não tem a menor obrigação de compreender o que significa risco de invasão (atenção ao compreender, ao menos precisam conhecer e saber da existência desse risco). E ainda ficam bravos quando alguma coisa assim acontece, dizendo como sempre que a culpa é do computador. Admitir a falha de alguma coisa ilícita que entra em um computador é uma coisa, agora ser “traído” por um mecanismo que deveria proteger é outra.

Agora sejamos Administradores
Espere e pense um pouco: Você deveria ter comprado o software, afinal para usar o produto de alguém (ou serviço) você deveria pagar por isso, pois você escolheu aquele produto, assim como hoje podemos escolher marcas de televisão, canais de TV, filmes para assistir no cinema ou mesmo a roupa para sair, tudo isso você pagou com seu trabalho, ou foi lhe dado por alguém como presente. É talvez seja estranho imaginar ganhar um box do Windows XP ou do Office 2003, afinal, piratiar é tão fácil e simples (pega o CD coloca no gravador e pronto… digamos que seja isso), será mesmo que essa é a idéia justa para se trabalhar?

O motivo que me levou a começar esse post com aqueles comentários (visão usuário), foi justamente para procurar demonstrar como é o pensamento mais comum, ou seja, sempre encarar como um absurdo o fato de ser invadido, mas esquecer por completo de uma coisa chamada DIREITOS AUTORAIS. Não estou justificando o erro da Microsoft, afinal foi um erro, invadir e saber o que há no computador do cliente (até que ponto esse acesso é aberto isso é desconhecido), pegar essas informações toda vez que o computador está ligado e enviar diretamente para os servidores da empresa, sem dúvida caracteriza invasão de privacidade, mas nem por isso podemos dizer que é certo também (na posição usuário ou empresa) de ficar utilizando discriminadamente um produto que deveria ser pago.

Afinal os preços podem ser altos ou baixos para o licenciamento, não vamos entrar nesse mérito aqui, mas encaremos o fato da seguinte forma existem soluções mais baratas no primeiro momento, só se pergunte se você está interessado em arcar com os custos de treinamento, preparação e administração de novas ferramentas. E nesse ponto, eu tenho que tirar o chapéu para a Microsoft, pois querendo ou não, somos quase todos (para não generalizar) viciados em plataformas Windows. Portanto, a questão é sustentar o seu vício.

Pense um pouco e se pergunte sobre as discussões que alguns usários (e isso inclui todos nós) tem com os responsáveis de TI dentro de uma empresa, eles condenam a utilização de ferramentas P2P para baixar músicas MP3 no computador e não lhe dão permissão para instalar nada no micro que não seja devidamente informado e necessário. Talvez seja nesse momento que temos que ponderar um pouco mais e entender que sempre existirá uma fina diferença entre computadores domésticos (pessoais) e computadores da corporação.

Finalizando
Temos uma questão cultural para se levar em consideração, temos uma legislação para levarmos em consideração, temos ainda punições para levarmos em consideração. Portanto, analisar isso de forma mais racional e acreditar que o cerco à pirataria vem se fechando cada vez mais é uma verdade, agora cabe a você decidir se sua instituição irá ficar dentro deste cerco ou fora dele.

7, Agosto 2006 Publicado por Rodrigo Modena | Administração | | 1 Comentário